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A vereadora de Salvador estreia em 13 de março como nova colunista do ‘Nexo’, no espaço de opinião ‘Tribuna’. Ela indica cinco livros para refletir sobre racismo e machismo

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Torto arado

Itamar Vieira Junior (Todavia, 2019)

Uma grata surpresa e uma das maiores revelações literárias dos últimos anos no Brasil. Saída da Bahia, o que é ainda mais gratificante. Em uma trama envolvente, Itamar mostra de maneira muito contundente os reflexos mais severos do período escravocrata nos rincões do nosso país, provocando reflexões de importância atemporal, mas especialmente salutares nesse momento que estamos vivendo.

Úrsula

Maria Firmina dos Reis (Penguin e Companhia das Letras, 2018)

Penso que este livro deva ser lembrado tanto por sua qualidade literária quanto por ter sido o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil. Podemos dizer que Maria Firmina dos Reis tem importância semelhante à de Maria Felipa, Joana Angélica e Maria Quitéria, mulheres à frente de seu tempo que encabeçaram a luta feminina contra a opressão social.

Quarto de despejo

Carolina Maria de Jesus (Ática, 2016)

Leitura comovente e impactante que arrebatou toda uma geração de leitores, um retrato do “Brasil real” falado por Machado de Assis no século 19. Mostra o que o racismo e os resquícios da escravidão provocaram nas grandes cidades brasileiras, efeitos que podem ser observados até os dias atuais.

O sol na cabeça

Geovani Martins (Companhia das Letras, 2018)

Leitura indispensável, que traz vários contos inspirados na vida dos habitantes de comunidades do Rio de Janeiro. Racismo, pobreza e violência estão entre os principais temas abordados, de forma lírica, singela e envolvente. Uma realidade para a qual muitas vezes fechamos os olhos.

Lugar de fala

Djamila Ribeiro (Editora Jandaíra, 2019)

Este livro nos ajuda a entender melhor o conceito de lugar de fala, responsável por tantas polêmicas e debates em tempos recentes. Além disso, proporciona uma reflexão sobre o racismo e suas particularidades inerentes à sociedade brasileira contemporânea.

Ireuda Silva é mãe, palestrante, ativista social, racial e de gênero e vereadora de Salvador (Republicanos). Iniciou sua carreira no mundo empresarial, foi coordenadora da Iurd TV, canal da Igreja Universal do Reino de Deus, durante 18 anos e criou o projeto Mulheres Notáveis, que se dedica a promover a autoestima e a autoafirmação da mulher. Atualmente, é graduanda em gestão pública e está no segundo mandato como vereadora, após ter sido reeleita com 12.098 votos (a mulher mais votada da Bahia). Na Câmara Municipal de Salvador, é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação. Criou a campanha carnavalesca, reconhecida internacionalmente, “Meu corpo não é sua fantasia”, que visa alertar para o assédio sexual e a violência contra a mulher.

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