Foto: Anderson Beauvalet

O vereador de Porto Alegre estreia em 20 de fevereiro como novo colunista do ‘Nexo’, no espaço de opinião ‘Tribuna’. Ele indica cinco livros para refletir sobre cultura, diáspora negra e desigualdades sociais

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Dialética radical do Brasil negro

Clóvis Moura (Anita Garibaldi, 2014)

Um clássico sobre a luta de classes no Brasil. Mudou a minha forma de entender a resistência da classe trabalhadora, a lógica da dominação burguesa e a inserção dependente do Brasil no sistema internacional de Estados.

Dicionário da história social do samba

Luiz Antônio Simas e Nei Lopes (Civilização Brasileira, 2015)

Não há como entender o Brasil sem o samba, a expressão máxima da nossa resistência cultural. O samba me formou como gente. Volta e meia, é através dessas notas que entendo algumas questões da política, da cultura e da vida em geral.

Quarto de despejo

Carolina Maria de Jesus (Ática, 2016)

Nessa escrevivência eu vi, pela primeira vez, o negro como sujeito e objeto na literatura brasileira. Um retrato da desigualdade histórica das grandes cidades e, ao mesmo tempo, da inventividade do nosso povo. É um guia para reflexão na atualidade.

Mulheres, raça e classe

Angela Davis (Trad. Heci Regina Candiani, Boitempo, 2016)

Somos afro-latino-americanos e esse livro é essencial na compreensão das nossas conexões em diáspora. Uma base sólida para pensar o laço intrínseco entre exploração e opressão no capitalismo.

A rebeldia do precariado

Ruy Braga (Boitempo, 2017)

Para além de desnudar a crise do neoliberalismo e os retrocessos nas relações sociais, econômicas e culturais do Sul global, este livro dá uma base para a crítica e superação das velhas formas de organização e representação da classe trabalhadora. É imprescindível para a reorganização das nossas forças!

Matheus Gomes tem 29 anos e é vereador de Porto Alegre pelo PSOL. Atua desde os 17 anos no movimento negro, estudantil e periférico, e atualmente tem inserção em diferentes coletivos e entidades, como o Afronte, o Nós Por Nós Solidariedade e Movimento Negro Unificado. É licenciado e mestrando em história pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), onde pesquisa a participação negra e periférica nas Jornadas de Junho de 2013. Em 2020, foi eleito vereador com a quinta maior votação da capital gaúcha.

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