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Foto: Divulgação

A pedagoga e mestranda em relações étnico-raciais Ananda da Luz Ferreira recomenda cinco livros afro-brasileiros infantis para apresentar às crianças a diversidade do mundo

As literaturas, de um modo geral, ampliam a visão de mundo das crianças, de forma lúdica, e possibilitam a aproximação de diferentes universos. A pergunta que fica é: quais universos você tem apresentado para as crianças? Existem espaços para as literaturas afro-brasileiras no repertório das crianças que te cercam? As crianças negras se sentem representadas nos livros infantis que são lidos para elas? As crianças não negras percebem, através dos livros, o quão diverso é o mundo?

A difícil seleção que fiz dos cinco livros infantis afro-brasileiros para serem lidos na primeira infância parte dessas reflexões. Minha contribuição para diversificar a escolha das crianças leitoras.

Benedito

Josias Marinho (Caramelo, 2014)

Benedito é uma criança que se encontra com sua ancestralidade quando descobre a batida do tambor de congado e que, ao brincar, percebe que o tambor é vivo, é vida.

O Mundo no Black Power de Tayó

Kiusam de Oliveira, ilustrado por Taisa Borges (Peirópolis, 2017)

Tayó é uma menina que gosta de tudo em si mesma, principalmente do seu black power, que é enorme e simboliza a sua resistência e existência, pois é portador da memória de seu povo.

Vermelho

Maria Tereza, ilustrado por Andrés Sandoval (Editora 34, 2009)

Essa história fala de infância e o que a ela é inerente: o brincar, a imaginação, os desejos e as alegrias com pequenas coisas que são grandes demais para os adultos entenderem.

Lukenya e seu poder poderoso

Odara Dèlé, ilustrado por Amanda Daphne (LiteraRua, 2019)

O livro bilíngue (português-kimbundu) conta, com muita ginga, a história de Lukenya, uma menina curiosa e muito esperta, que busca na África o tesouro do qual ouviu em histórias contadas por sua família.

Tem gente com fome

Solano Trindade, ilustrado por Murilo Silva e Cinthia Viana (Nova Alexandria, 2008)

A poesia de Solano Trindade virou livro infantil embalado com ritmo e cadência. A história nos lembra que fome não é só de comida, mas também de aprender, de justiça, de brincar e de afeto.

Ananda da Luz Ferreira é moradora de Teixeira de Freitas, extremo sul baiano, pedagoga, professora de educação infantil, promotora de leitura e mestranda em ensino e relações étnico-raciais da Universidade Federal do Sul da Bahia com o projeto “Karingana wa Karingana: por entre histórias africanas e afro-brasileiras”. Escreve no blog Encontro Confabulantes.

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