‘Há risco de o que vimos na Lava Jato se repetir com a Prevent’

Diogo R. Coutinho, professor de direito da USP, fala ao ‘Nexo’ sobre os impactos socioeconômicos de apurações criminais contra grandes empresas e analisa os limites éticos e jurídicos para minimizá-los

    Mais de meio milhão de associados, milhares de funcionários, faturamento anual de R$ 4,3 bilhões e diversas suspeitas criminais, que envolvem desde a coação a médicos para aplicarem remédios ineficazes, a fraude de estudos científicos. Essa é a situação da operadora de saúde Prevent Senior, alvo de investigações da CPI da Covid no Senado e do Ministério Público. A situação levanta o debate: é possível punir os possíveis crimes cometidos sem deixar desamparados os clientes e empregados de uma empresa desse porte?

    Perguntas do tipo surgiram, por exemplo, diante da Operação Lava Jato, que acarretou impactos bilionários sobre o setor da construção civil no Brasil. Na visão do professor de direito econômico Diogo R. Coutinho, da USP (Universidade de São Paulo), há “diferenças muito evidentes” entre um caso e outro, incluindo a gravidade dos crimes envolvidos. Para ele, porém, os efeitos socioeconômicos da operação anticorrupção devem ser levados em conta nas investigações sobre a atuação de empresas de saúde durante a pandemia apurações que atingem a Prevent e outras operadoras.

    PARA CONTINUAR LENDO,
    TORNE-SE UM ASSINANTE

    Tenha acesso ilimitado e apoie o jornalismo independente de qualidade

    VOCÊ PODE CANCELAR QUANDO QUISER
    SEM DIFICULDADES

    Já é assinante, entre aqui

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.