‘A tecnologia alterou a dinâmica das relações raciais’

A socióloga Márcia Lima fala ao ‘Nexo’ sobre o impacto de ferramentas tecnológicas, seus limites, e qual o papel da legislação ao lidar com casos de ‘racismo cotidiano’ como o ocorrido no Leblon

    O caso do instrutor de surfe Matheus Ribeiro, de 22 anos, que relatou ter sido acusado do furto de uma bicicleta por um casal de jovens brancos no bairro carioca do Leblon é um dos mais graves episódios na história recente do país do “racismo cotidiano” enfrentado pela população negra brasileira. A avaliação é da socióloga Márcia Lima, professora do departamento de sociologia da USP (Universidade de São Paulo) e coordenadora do Afro (Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial).

    “Em outros casos havia uma instituição, uma loja ou a polícia. E nesse são pessoas. Isso tem muito a ver com o contexto em que vivemos atualmente, no qual transeuntes se sentem autorizados a interpelar uma pessoa negra daquela forma”, disse a pesquisadora, que atua também no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), nesta entrevista ao Nexo.

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