‘A ideia de que militar é competente está gravemente alterada’

O ‘Nexo’ conversou com o cientista político Lucas Rezende sobre as consequências para as Forças Armadas da participação de um general da ativa na gestão da pandemia

    Após dez meses à frente do Ministério da Saúde, o general Eduardo Pazuello será substituído pelo cardiologista Marcelo Queiroga. O militar deixa o cargo sob suspeita de omissão no colapso da rede hospitalar no Amazonas no início de 2021, quando pacientes morreram por falta de oxigênio, e no momento em que o Brasil bate recordes seguidos de mortes diárias pela covid-19.

    A resposta do governo federal à pandemia é vista como uma das piores do mundo, senão a pior. Decisões da gestão Pazuello aparecem em diversas representações feitas em organizações multilaterais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, as Nações Unidas e o Tribunal Penal Internacional. Em julho de 2020, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, chegou a dizer que o Exército estava se associando a um genocídio.

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