‘O capitalismo virou uma distorção das nossas possibilidades’

Crítico longevo da sociedade digital e do neoliberalismo, o italiano Franco Berardi fala ao ‘Nexo’ que a pandemia pode ser um ponto de inflexão para a humanidade

    O filósofo e comunicólogo italiano Franco Berardi, 70, costuma ter uma visão sombria da realidade. Em “Extremo: Crônicas da psicodeflação”, livro recém-lançado no Brasil pela editora Ubu que reúne suas pensatas ao longo da pandemia, ele se permite alguma esperança.

    Também nessa obra, como em “Depois do futuro” (2019) e “Asfixia” (2020), não faltam menções a apocalipse, extinção da humanidade, morte do capitalismo e psicoses em geral. Permeia seu pensamento uma ideia desoladora de futuro. Não vale mais a promessa reservada pela modernidade, de acumulação de conhecimento em prol da prosperidade.

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