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Como chegamos a um estado de tanta desinformação

‘É curioso que pessoas muito bem informadas difundam notícias falsas. Algumas porque caíram na esparrela, outras porque acham que vale a pena’, diz Eugênio Bucci, professor de comunicação da USP, nesta entrevista ao ‘Nexo’

     

     

    O Brasil vive um clima geral de desinformação durante a campanha de 2018. Boatos e mentiras que favorecem este ou aquele candidato têm sido espalhados pela internet para tentar influenciar o resultado da eleição. É difícil medir o tamanho dessas redes, quem está por trás da difusão, quanto dinheiro está envolvido, ou mesmo o impacto que esses conteúdos falsos têm na decisão final do eleitor.

    O canal mais importante para disseminar boatos no Brasil é o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Em grupos ou conversas particulares, é comum receber uma enxurrada de conteúdo político, em texto, imagem ou vídeo. Em muitos casos, são montagens ou mentiras para enganar o eleitor.

    Grupos políticos no WhatsApp costumam ser um bombardeio de mensagens, compartilhadas por uma pequena minoria dos usuários — por volta de 10%, de acordo com um estudo da PUC de Minas e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A grande maioria só visualiza ou participa pouco da conversa.

     

    66%

    dos eleitores brasileiros usam o WhatsApp, a rede mais popular, segundo o Datafolha

     

    120 milhões

    é o número de usuários do WhatsApp no Brasil, segundo a empresa

     

    Notícias falsas são em geral extremamente chamativas e espetaculosas. A tendência é acreditar nelas, quando reforçam ideias e crenças pré-existentes — como rejeitar determinado político ou partido. A isso se dá o nome de viés de confirmação, um padrão nos nossos cérebros de tender a aprovar tudo o que corrobora nossas visões de mundo e paixões, dando menos peso à racionalidade. Em muitos casos, ser verdade ou não pouco importa para quem vê o boato.

    Na imprensa e na sociedade civil, existem iniciativas para combater a desinformação. Entre elas está o Comprova, do qual o Nexo e outros 23 veículos de comunicação brasileiros fazem parte. São verificados os principais boatos da campanha presidencial que circulam nas redes.

    Do lado da Justiça, o Tribunal Superior Eleitoral criou em dezembro de 2017 um conselho para lidar com as notícias falsas na eleição. O grupo não se reuniu durante toda a campanha, não conseguiu chegar a conclusões nem tomar medidas concretas nessa área.

     

    Todo esse panorama levanta algumas questões: o que levou o Brasil a esse estado de desinformação e como ele afeta a democracia? O direito à liberdade de expressão permite fabricar notícias falsas? Foi sobre isso que o Nexo conversou com Eugênio Bucci, professor de comunicação da USP (Universidade de São Paulo) e ex-presidente da Radiobrás, hoje EBC, empresa estatal de comunicação.

    A eleição de 2018 é a eleição da desinformação?

    Eugênio Bucci  É uma eleição impulsionada por intolerâncias e preconceitos, alguns carregados de ódio. Até aqui tivemos uma polarização clara. As maiores concentrações de eleitores estão em dois extremos: de um lado Jair Bolsonaro e de outro Luiz Inácio Lula da Silva, depois substituído por Fernando Haddad. O centro ficou pateticamente vazio. Nesse ambiente prosperam manifestações de intolerância.

     

    Note que tanto o lado do PT, em algumas de suas correntes — não todas —, como o lado do Bolsonaro, em alguns de seus grupos, condenam a imprensa peremptoriamente, batem contra a instituição. É curioso observar que, para um contingente de apoio a Lula e Haddad, a imprensa não é confiável, principalmente a Rede Globo, porque estaria comprometida com o capital financeiro, seria elitista, comprometida com o que há de mais atrasado na sociedade brasileira — todos esses chavões são repetidos. De outro lado, no bolsonarismo, a gente nota a condenação da imprensa, virulência, brutalidade verbal ao se referir a jornalistas e meios de comunicação por motivos opostos — a Rede Globo seria de esquerda, a Folha de S.Paulo seria comunista. Também há uma impaciência contra a Globo porque ela fez a série “Os dias eram assim”, que seria, na visão desses grupos, uma calúnia contra a ditadura militar, ou por colocar personagens homossexuais em novelas, o que colaboraria para corroer a família brasileira.

     

    Isso mostra uma incapacidade desses núcleos políticos de conviver com a verificação dos fatos, de conviver com relatos jornalisticamente confiáveis e objetivos a partir dos quais poderia se estruturar uma opinião pública. Ao contrário, esses polos de intolerância rejeitam tudo aquilo que verifique fatos. Tendem a se apoiar no relato factual como se fosse expressão de uma doutrina principista e moralista. Isso molda o debate público nas eleições de 2018. Nós estamos lidando com fundamentalismos que hostilizam a verdade factual. Nesse sentido, temos um ambiente de desinformação, se chamarmos de “informação” o relato factual, confiável e objetivo.

     

    Aquilo que apareceu logo no início do governo de Donald Trump, de assessores do presidente americano falando em “fatos alternativos”, é uma espécie de mantra para esses polos mais fundamentalistas, cada um em sua oposição. Eles rejeitam o fato e preferem a doutrina. Isso é desinformativo, porque convida o público a tomar decisões a partir de verdades que dispensam os fatos, verdades principistas, quase religiosas, não verdades que são produto do exercício da razão. Sim, estamos numa eleição muito poluída pela desinformação.

     

    Mas precisamos diferenciar as coisas. Existe hostilização da imprensa na esquerda e na direita. Num plano, ambas são mais ou menos equivalentes. Mas temos grandes diferenças entre elas. As falanges da direita, neste momento, flertam de modo muito explícito com saídas e soluções antidemocráticas. Nas manifestações desinformativas dessas falanges da direita, existem inúmeras brincadeiras ou apologias de práticas como tortura, desde declarações do próprio candidato Bolsonaro, como a que ele deu na votação do impeachment contra Dilma Rousseff, em abril de 2016, na Câmara dos Deputados. Bolsonaro elogiou o coronel [Carlos Alberto] Brilhante Ustra, disse que ele era o “pavor” de Dilma [que sofreu torturas durante a ditadura], ou seja, explicitamente elogiou o torturador. Não era um militar qualquer, mas um militar que torturava. Temos inúmeras outras declarações, dele ou de seguidores dele, inclusive com uso de imagens de tortura. Esse tipo de manifestação tem aparecido só à direita, não aparece assim nas intolerâncias que surgiram à esquerda.

     

    Há outros sinais de investimento no campo fora da democracia à direita. Manifestações de discursos machistas, como as que legitimam o estupro ou as que pudemos ouvir de novo do candidato Bolsonaro, por ocasião da polêmica dele com [a deputada federal do PT] Maria do Rosário. Ele declarou que só não a estupraria porque ela era feia e não merecia. Há uma série de manifestações da direita que glorificam o estuprador ou ofendem, rebaixam as mulheres. O mesmo em relação aos homossexuais.

     

    “A política foi enxovalhada pela ação dos seus próprios protagonistas”

     

    É uma postura extremamente conservadora que rompe com a democracia por uma razão muito nítida: joga no lixo os direitos das minorias e da liberdade de expressão. Uma democracia, muito mais do que a vontade da maioria, é o regime em que os direitos das minorias e as garantias individuais são respeitados plenamente. Democracia não é apenas prevalência da opinião da maioria nas decisões gerais. Se uma força política atropela essas categorias, é uma força política que rompe com a democracia da mesma maneira que uma corrente política que atropela a vontade da maioria.

     

    Estou dando exemplos dessa intolerância de direita que mostram que ela é qualitativamente mais nociva e odienta do que a intolerância de esquerda. É necessário diferenciar isso porque é preciso eliminar da análise uma terceira via de desinformação que acontece no discurso eleitoral: a via de dizer que os dois extremos se equivalem. Isso não é verdade, neste momento. Há dois fundamentalismos nos extremos, mas não são exatamente equivalentes. O da direita rompe com a democracia. O da esquerda, por mais que fique esperneando com a ideia de que Lula é totalmente inocente, o que é um pouco ridículo, não rompe com a democracia. Essa terceira via no Brasil no momento é uma via da desinformação, o que é um pouco caricato, porque consiste em dizer que os dois extremos se equivalem. Se houver segundo turno e o Brasil tiver que fazer uma opção, o que vai se desenhando é claramente uma opção dentro do campo democrático e a outra opção fora do campo democrático.

     

    E qual é o motivo dessa desinformação?

    Eugênio Bucci  Houve um desgaste gravíssimo, uma corrosão cujas consequências são difíceis de medir e prever. Eu falo de uma corrosão da credibilidade da atividade política. Todos os políticos acabaram, mais ou menos, sendo postos no mesmo saco de agentes da corrupção, de todos os partidos. A política foi enxovalhada pela ação dos seus próprios protagonistas e, depois, pela incapacidade de esses protagonistas discutirem politicamente os motivos que os levaram a agir como agiram no campo da corrupção. Fala-se muito da ausência de autocríticas do PT, do PSDB e dos outros. Mas dos outros quase não se pode esperar coisa nenhuma, é uma indigência de repertório. PT e PSDB poderiam ter apresentado autocríticas. Com o PT foi um pouco pior, porque o PSDB pelo menos não ficou insistindo na idolatria dos seus corruptos, como aconteceu com o PT.

     

    A autocrítica é da responsabilidade dos agentes políticos, e a ausência dela ficou como um atestado de que a política é incapaz de resolver democraticamente e por conta própria os seus desvios, enfermidades e abusos. É como se a política não fosse o caminho para resolver os males gerados pela própria política, daí o senso comum conclui que é necessário buscar uma força externa para enquadrar e sanar a política, até mesmo sacrificando a própria política.

     

    Aí surge o ambiente de mentalidades que quase conclamam medidas autoritárias para disciplinar os políticos. Isso agrava a desinformação por uma razão muito simples: é uma espécie de absurdo, de inconsistência lógica esperar que uma autoridade autoritária resolva o problema da corrupção. Não se encontra uma evidência, em nenhum lugar, que corrobore essa expectativa. O autoritarismo não resolve o problema da corrupção. Pode ser que ele resolva temporariamente e, mesmo assim precariamente, num território pequeno, numa Singapura da vida, porque um tirano manda prender corruptos, mas isso não é solução. Os maiores avanços no combate à corrupção, as iniciativas que realmente prosperaram, se consolidaram em ambientes democráticos. Porque o combate à corrupção requer transparência, para se tornar visível qualquer prática ilícita. Sem transparência é impossível, em larga escala, haver como verificar práticas corruptas. Transparência no Estado só existe em regimes em que a política acontece em bases democráticas. Não há exemplo do outro lado. Essa é a primeira exigência do combate à corrupção.

     

    A segunda exigência é que exista liberdade tanto para o debate público em torno do assunto, mas principalmente para as instituições do sistema de Justiça poder mover ações, investigações, acusações, denúncias contra os suspeitos de praticar corrupção. Se não há liberdade dos agentes públicos encarregados de combater à corrupção, esse combate não pode existir. Eu me refiro à independência do Judiciário, do Ministério Público, da polícia, comissões de inquérito no Congresso e em outras instituições. Regime com liberdade de pensamento. Como esperar que num país do tamanho do Brasil uma autoridade autoritária resolva o problema da corrupção? É um delírio gravíssimo, que conduz à asfixia, não há sentido lógico. Trata-se de uma decorrência desse ambiente de desinformação.

     

    Qual é o efeito de notícias falsas para uma democracia?

    Eugênio Bucci  Isso é muito interessante. As notícias falsas, nesse contexto que não é só brasileiro, são um sintoma. É um erro supor que fake news sejam a causa do que vem acontecendo. Claro que elas trazem aspectos que dão à figura da mentira na política um alcance inédito na história. Sempre houve mentira e desinformação na política, mas agora temos que lidar com esse assunto considerando duas “inovações”. A primeira é na ordem da escala, volume e velocidade de desinformação. Em questão de horas, uma população inteira pode tomar como verdade uma mentira esfarrapada, algo que não havia antes, por causa da tecnologia. A segunda “inovação” é que as plataformas que são base das redes sociais e do fluxo de mensagens remuneram aquilo que dá audiência e engajamento, pois atrai olhares e, portanto, multidões de consumidores. Mentir virou um negócio que dá um troco no fim de semana. São duas inovações que mudam o caráter das mentiras no debate público e na sociedade.

    “É curioso que pessoas muito bem informadas difundam notícias falsas”

     

     

    Mas isso é um sintoma e não a causa de um mal-estar mais profundo da democracia. A democracia vem sendo atacada, assim como a imprensa, em diversos países. Posso dar o exemplo dos EUA, com o presidente Donald Trump; da Rússia, com Vladimir Putin; e da Turquia, com Recep Tayyip Erdogan. São figuras fortes, de traços mais ou menos populistas, de direita. São três países onde a democracia está em declínio, uma espécie de esgotamento da potência da política. Aquilo que deveria orientar o debate público deixa de fazer isso, e nesse vazio prosperam as fake news. Elas são um sinal de que as coisas não vão bem e, ao mesmo tempo, uma força para que as coisas não caminhem bem mesmo.

     

    Esses fundamentalismos brasileiros se valem de fake news, vivem de espalhar essas mentiras. Eu recebo dezenas por dia, e é curioso que pessoas muito bem informadas difundam notícias falsas, estou falando de pessoas com pós-doutorado. Algumas porque caíram na esparrela, outras porque acham que vale a pena, que a verdade virou algo que pode ser sacrificado por uma causa maior, que seria derrotar o outro lado. Nesse ambiente temos uma epidemia de notícias falsas. Sempre lembrando: como um sintoma. Não foram as fake news que produziram Bolsonaro, a idolatria, não foram elas que levaram os países a abraçar soluções enlouquecidas. Por exemplo, houve um peso de notícias falsas na decisão do Brexit [referendo em junho de 2016 que decidiu que o Reino Unido deveria sair da União Europeia], mas também ali percebemos muito ressentimento. Assim como a eleição de Trump, fruto de um grande ressentimento contra o establishment, contra a imprensa, contra os políticos. É uma espécie de revanche dos setores invisíveis que se sentem desprezados, pegam um populista qualquer e vêm com ele. Notícias falsas ajudam nisso.

     

    Criar notícias falsas pode estar incluído no direito à liberdade de expressão?

     

    Eugênio Bucci  Pode sim. A maior besteira que se pode fazer contra as notícias falsas é chamar o Estado para regular, filtrar ou até censurar. Estamos num país em que isso é perigosíssimo, porque a qualquer pretexto o Estado sai por aí regulando as coisas. É um período em que está em vigência a proibição de um prisioneiro dar entrevista [referência ao fato de Lula, preso pela Lava Jato, ter sido proibido pelo Supremo de dar entrevista a jornais]. Vivemos num país em que o Estado adora a ideia de censura. A pior opção para essa situação no Brasil seria o Estado censurar ou perseguir o que é notícia falsa.

     

    A liberdade de expressão inclui sim o direito de falar besteira, desde que as pessoas respondam por isso depois. É assim desde a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão [de 1789], em que se afirma que a liberdade de ideias é um dos mais preciosos direitos das pessoas e cada um responderá na forma da lei pelos excessos que praticar. Nós estamos nesse marco legal, não podemos sair dele. Isso inclui a liberdade de sátira e até de contar mentira, dentro ou fora da ficção. Na democracia, o debate público esclarece a verdade, é ele que põe as coisas no lugar. Não é porque estamos combatendo notícias falsas que podemos remendar a liberdade de expressão, ela precisa ser mantida.

     

    Mas na difusão de notícias falsas existem atos lesivos da própria liberdade de expressão, porque elas não têm origem. É muito difícil saber de onde elas vieram. Então é complicado exigir do debate público que o autor ou o veículo se corrijam. Se um jornal publicou algo errado, o público exige que seja feita uma correção e isso é feito, para proteger a própria credibilidade. Com as notícias falsas não é assim que acontece. O estrago já está feito, sem possibilidade de esclarecimento. Nós temos um movimento meritório e bem-sucedido de checagem de fatos, com redações já tradicionais ou iniciativas da sociedade civil.

     

    Passada a eleição, qual é o legado desse ambiente de desinformação para o Brasil nos próximos anos?

    Eugênio Bucci  O Brasil vai ter um cenário muito pior pela frente. Qualquer que seja o presidente eleito, ele vai ter enormes dificuldades e dificuldades novas para fazer uma repactuação do país. Talvez nem seja viável fazer isso. Nós viemos de outras tragédias políticas que corroeram a saúde e a credibilidade das instituições. O impeachment de Dilma foi feito de maneira açodada, sem justificativa de substância. A história das pedaladas fiscais era uma abstração impossível de ser explicada e compreendida por quem não tem pós-graduação em contabilidade ou gestão pública. Não houve um debate sobre desvios políticos mais graves. O impeachment foi por motivos contábeis, o que não gera saldo político para o próximo fôlego.

    Já entramos na era Michel Temer com uma carência muito séria de legitimidade. Temer não tinha problema de legalidade, na minha perspectiva pelo menos. Tendo sido eleito como vice-presidente, é ele quem deveria exercer a função na falta de Dilma. Ele tinha um problema grave de credibilidade, o que só se agravou ao longo do governo dele. Uma das provas disso, e há muitas mais, é que a popularidade dele nunca saiu do medíocre ou do ridículo. Legitimidade não é igual a popularidade, mas popularidade pode ser um indicador da crise de legitimidade. Recentemente, até Geraldo Alckmin [candidato do PSDB à Presidência] disse que havia falta de legitimidade na figura de Temer.

     

    Isso trouxe muitos prejuízos para a possibilidade de a política, na nossa democracia, articular consensos e pactuar os passos necessários para o desenvolvimento, para o progresso, para combater as desigualdades sociais, para defender os direitos humanos. O governo vai ficando uma figura patética, não confiável. Depois da posse de Temer, tivemos casos gravíssimos de corrupção sendo apontados, inclusive contra ele, e que não foram apurados. Isso também corroeu as possibilidades de o Estado de direito ter vigor para pactuar a sociedade. Agora, estamos às vésperas de uma eleição em que a figura mais votada, a confiar nas pesquisas disponíveis, é alguém que tem um discurso que claramente prega uma ruptura com bases da democracia. Isso vai tornar o cenário muito difícil. Seja quem for, o eleito vai herdar um país dividido, e mais do que isso, ressentido, quase conflagrado. Como vai ser administrar e liderar essa sociedade? Acho que o quadro vai ser pior. As funções que essas eleições teriam, de repactuar a sociedade, estão sob ameaça.

     

     

     

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