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Profissão

Rozana Barroso: do que o Brasil precisa e o que farei por isso

Rozana Barroso tem 19 anos e é diretora de Escolas Técnicas da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), organização que representa estudantes de ensino fundamental, médio, profissionalizante e pré-vestibular no país. Como integrante da entidade, visita escolas do Brasil para palestrar sobre assuntos envolvendo educação e atuação política. Em 2015, liderou uma das ocupações de secundaristas que pediam melhor infraestrutura e mais verba para a educação no Rio de Janeiro.

Este texto é parte de um projeto de breves entrevistas com membros da sociedade civil, que durante a campanha eleitoral vão falar de suas expectativas para o próximo mandato presidencial e apontar suas próprias ações na tentativa de contribuir para o futuro do país.

Do que o Brasil precisa nos próximos quatro anos?

“O Brasil precisa de um governo de homens e mulheres comprometidos com o desenvolvimento social, econômico e tecnológico do país. Precisamos de um governo que valorize as riquezas que a gente tem, que não aceite ser submisso ao setor financeiro internacional.

Precisamos de homens e mulheres dispostos a investir numa educação pública de qualidade. E também a democratizar o acesso a essa educação de qualidade, inclusive por meio do ensino técnico, que acho que é o ensino vai que formar nossos meninos e meninas para desenvolver o país nas áreas tecnológica, social e econômica.

Precisamos, para estes quatro anos, de homens e mulheres que levem o Brasil de novo para a trilha do desenvolvimento, para a gente poder estar cada vez mais perto de conquistar um país mais justo, soberano e sem desigualdades.

São muitos desafios para quatro anos. Mas, nos próximos quatro anos, precisamos desses homens e mulheres dispostos a tocar essa luta por mais quatro, mais quatro e mais quatro — enfim, por vários outros anos, para a gente construir um Brasil do jeito que a gente quer.”

E o que você vai fazer para isso, para além do voto?

“A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, na qual sou diretora, criou uma campanha chamada “Se Liga 16!”. A gente tem ido às escolas falar sobre a importância do voto aos 16 anos. Também incentivamos os jovens a sempre acompanhar a política. É um assunto a que a juventude ainda está muito alheia — porque a política como a gente conhece, cheia de homens velhos e brancos falando várias coisas que a gente não entende, de fato, é muito chata. Por isso, fazemos sempre esse incentivo para a juventude de que precisamos ocupar esse espaço para poder construir uma política com a nossa cara.

Também componho vários outros atos em defesa da saúde pública, da educação, da segurança pública, em defesa de um Brasil mais justo. Tenho dedicado anos da minha vida à Ubes e a outros movimentos sociais. Acho interessante essa troca entre os movimentos, inclusive. É importante a gente ampliar conhecimentos, estar abertos a receber críticas ou pontos positivos, conhecer outras áreas.

É isto o que faço para além do voto: toco projetos como o “Se Liga 16!”, busco conscientizar o resto da galera, acompanhar as movimentações, o que as pessoas falam, tento mostrar a todos a importância da política.

E, no fim, repasso nossas ideias, nossas vontades, nossos anseios, a nossa sede de justiça para que o povo brasileiro ocupe de fato as urnas e eleja um projeto soberano, de desenvolvimento.”

Com produção de Mariana Vick

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