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Profissão

Priscila Cruz: do que o Brasil precisa e o que farei por isso

Priscila Cruz é mestre em administração pública pela Universidade Harvard. É graduada em administração de empresas pela FGV-SP e em direito pela USP. Foi coordenadora do Ano Internacional do Voluntário no Brasil, projeto que recebeu destaque das Nações Unidas em 2001. Ajudou a fundar o Instituto Faça Parte em 2002, onde atuou como coordenadora. É cofundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação.

Este texto é parte de um projeto de breves entrevistas com membros da sociedade civil, que durante a campanha eleitoral vão falar de suas expectativas para o próximo mandato presidencial e apontar suas próprias ações na tentativa de contribuir para o futuro do país.

Do que o Brasil precisa nos próximos quatro anos?

“O Brasil precisa de um governo que priorize a educação como política estratégica para o desenvolvimento do país, promovendo sete prioridades que, se trabalhadas de maneira conjunta e articulada entre União, estados e municípios, têm o potencial de iniciar uma aumento real de patamar de qualidade da educação básica pública.

Essas medidas são altamente relacionadas entre si: políticas docentes (de atratividade para a carreira à formação de professores), política nacional de alfabetização, efetivação da Base Nacional Comum Curricular, financiamento da educação mais redistributivo e indutor de qualidade, Sistema Nacional de Educação e melhoria da gestão, implementação do Novo Ensino Médio com ampliação da educação integral para os adolescentes e jovens e uma política de primeira infância que articule educação, saúde, assistência, cultura e esporte em todo o território nacional.”

E o que você vai fazer para isso, para além do voto?

“O Todos Pela Educação, do qual sou presidente-executiva, lidera o Educação Já, iniciativa de um grupo suprapartidário que trabalhou por meses para chegar a um documento com propostas para os próximos governos implementarem na educação.

Apresentamos esse material e temos feito um trabalho de incidência junto aos candidatos e suas equipes, além de um trabalho amplo de comunicação para que o tema da educação ganhe mais visibilidade nestas eleições e a sociedade cobre dos candidatos compromissos concretos para a área. Não temos desculpa para não avançarmos mais e mais rápido. Há uma agenda convergente de propostas detalhadas e experiências nacionais já em escala para nos referenciarmos.“

Com produção de Mariana Vick

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