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Profissão

Ivo Herzog: do que o Brasil precisa e o que farei por isso

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ivo Herzog é presidente do conselho do Instituto Vladimir Herzog, organização criada em 2009 para celebrar a vida do jornalista Vladmir Herzog, seu pai, assassinado nos porões da ditadura militar. A organização trabalha com ações que reforçam os valores da democracia, dos direitos humanos e da liberdade de expressão. Realiza também projetos educacionais focados na diversidade e ações culturais que resgatam a história recente do Brasil.

Este texto é parte de um projeto de breves entrevistas com membros da sociedade civil, que durante a campanha eleitoral vão falar de suas expectativas para o próximo mandato presidencial e apontar suas próprias ações na tentativa de contribuir para o futuro do país.

Do que o Brasil precisa nos próximos quatro anos?

"O Brasil precisa reduzir os discursos de ódio, os discursos extremos e o desrespeito à opinião diferente. Precisa voltar a ter uma agenda para a coletividade. Essa agenda deve começar com cada um dos cidadãos: cada pessoa tem que começar a pensar neste país como um país da sociedade toda, e não somente em relação aos seus problemas individuais. O Brasil precisa deixar de ser uma sociedade umbilical, que só navega em volta do seu próprio umbigo.

E o Brasil precisa que as instituições, os três Poderes, foquem sua atuação na missão para a qual eles foram criados. Ou seja, que o Executivo execute, que o Legislativo legisle, que o Judiciário julgue.

O Brasil precisa de menos celebridades e mais pessoas focadas em ajudar a melhorá-lo sem ter que estar sob as luzes no centro do palco."

E o que você vai fazer para isso, para além do voto?

"Eu não vou fazer, eu já faço. Discuto política no dia a dia. Ajudo nas atividades do Instituto Vladimir Herzog, que tem uma agenda absolutamente coletiva, social. A gente não faz projeto para nós mesmos, não prega para os convertidos. A gente tenta dialogar com aquelas pessoas que pensam diferente de nós, escutando e tentando ser escutado, tentando construir um diálogo de maneira coletiva. A gente tenta promover os valores de paz e justiça, liberdade de expressão, democracia, cidadania e solidariedade. E tenta influenciar aqueles que pensam diferente na direção desses valores, mostrando que somente uma sociedade que pensa no bem comum pode se considerar uma nação, e não simplesmente um bando de gente."

Com produção de Mariana Vick

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