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Profissão

Raíra Cavalcanti: do que o Brasil precisa e o que farei por isso

Raíra Cavalcanti é diretora executiva do Politiquê?. Integra o projeto desde 2016 e desde então se envolve com educação política, engajamento cívico e empreendedorismo social. Formada em piano erudito pelo Conservatório Pernambucano de Música, cursa direito na Universidade Federal de Pernambuco.

Este texto é parte de um projeto de breves entrevistas com membros da sociedade civil, que durante a campanha eleitoral vão falar de suas expectativas para o próximo mandato presidencial e apontar suas próprias ações na tentativa de contribuir para o futuro do país.

Do que o Brasil precisa nos próximos quatro anos?

“No cenário brasileiro atual, o binômio legitimidade-legalidade está em xeque. As instituições exacerbam os limites do direito apoiando-se na flexibilidade da política, e a separação de Poderes, o sistema representativo e a democracia estão cada vez mais desmoralizados. É preocupante.

Ao mesmo tempo, o Brasil ainda é uma democracia muito jovem. E, mesmo assim, já se desenvolveu muito rápido! Qual era nosso governo há 50 anos? De que forma a política era feita há 20 anos? Melhorias gradativas não param de acontecer. É esperançoso.

Ao invés de focar em criticar personalidades específicas, terceirizar a culpa e cair em fatalismos que apenas excluem o papel ativo que o cidadão tem no sistema político do país, precisamos de uma sociedade que cumpra a sua função na democracia. O preço da liberdade é a eterna vigilância. O Brasil precisa de cidadãos cobrando e controlando os seus representantes, bem como participando da construção de políticas públicas.”

E o que você vai fazer para isso, para além do voto?

“Minha atuação é por meio do Politiquê?. Conversamos com jovens que dizem não gostar de política para falar que eles já são agentes políticos. Desmistificamos que a política é exclusivamente negativa. Mostramos que é impossível ser neutro ou indiferente a ela: ou tomamos nossas decisões ou deixamos que tomem por nós. Contribuímos informando, provocando e engajando uma geração inteira. Uma geração que faz a política do futuro e que influencia o Brasil do presente.”

Com produção de Mariana Vick

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