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Profissão

Antonio E. Filho: do que o Brasil precisa e o que farei por isso

Antonio Euzébios Filho é psicólogo pela PUC de Campinas. Concluiu o mestrado e o doutorado pelo programa de pós-graduação em psicologia da mesma universidade. Tem experiência na área da psicologia social, psicologia escolar e educação, atuando principalmente em contextos educativos e comunitários. É professor assistente do Instituto de Psicologia da USP, no Departamento de Psicologia Social e do Trabalho. Desenvolve estudos de temáticas como participação política e psicologia e políticas públicas.

Este texto é parte de um projeto de breves entrevistas com membros da sociedade civil, que durante a campanha eleitoral vão falar de suas expectativas para o próximo mandato presidencial e apontar suas próprias ações na tentativa de contribuir para o futuro do país.

Do que o Brasil precisa nos próximos quatro anos?

“De quase nada do que foi feito nos mais de 500 anos do país. E de quase tudo do que não foi realizado até agora. O Brasil precisa, imediatamente, extirpar todas as características fisiológicas do Estado — que são históricas e remetem aos processos de neocolonização das oligarquias políticas e econômicas. Para reverter os privilégios históricos das oligarquias, é necessária uma profunda reforma política que coloque fim ao uso privado (e abusivo) do poder financeiro do Estado e ao tráfico de influência. Também é fundamental rever a prática dos juros praticada pelos bancos, além de utilizar o valor pago pelos juros da dívida pública para fins sociais.

Afinal, queremos administrar a pobreza ou acabar com ela?”

E o que você vai fazer para isso, para além do voto?

“Sejamos claros: o voto individual não muda (quase) nada! Votar em um programa é diferente de construí-lo. Desse modo, o que procuro fazer é construir no dia a dia uma proposta para o país a partir da minha vinculação com a universidade pública, lutando para que ela se democratize cada vez mais e continue sendo gratuita, promovendo ensino, pesquisa e extensão de qualidade — a produção de ciência e tecnologia é estratégica para o país, e pensar os fins a que elas se destinam também...

É necessário ainda atuar em outras frentes: ocupar espaços e fóruns que comunguem com uma sociedade mais justa e igualitária. É importante estar atento, ainda, ao que não se deve fazer: não fomentar a cultura de ódio, lutar contra os preconceitos de classe e contra todo o tipo de opressão que se manifesta aos nossos olhos, nas redes sociais e no mundo real.”

Com produção de Mariana Vick

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