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Profissão

Juliana Sakai: do que o Brasil precisa e o que farei por isso

Foto: Acervo pessoal

Juliana Sakai é diretora de operações da Transparência Brasil, ONG dedicada ao combate à corrupção. É formada em relações internacionais pela USP e mestre em ciência política pela Leuphana Universität. Atuou também junto ao Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Timor-Leste e à Transparência Internacional.

Este texto é parte de um projeto de breves entrevistas com membros da sociedade civil, que durante a campanha eleitoral vão falar de suas expectativas para o próximo mandato presidencial e apontar suas próprias ações na tentativa de contribuir para o futuro do país.

Do que o Brasil precisa nos próximos quatro anos?

“Pelo que se anuncia com o congelamento do gasto público e com a crise fiscal, é urgente aumentar a eficiência dos gastos públicos de Norte a Sul do país, especialmente em setores que envolvam direitos fundamentais como saúde e educação. Na área da educação, é bastante precário o controle de repasses a estados e municípios, tanto do ponto de vista da sistematização e cruzamento de informações que o próprio governo federal já detém e não usa a favor do controle interno, quanto da incapacidade financeira de realizar auditorias pelo país afora. Essa limitação estatal em garantir que o dinheiro público efetivamente chegue em forma de educação nos mais de 5.000 municípios, sem se perder em licitações fraudulentas ou em superfaturamento, deve ser superada com maior atuação da sociedade civil. Para que a participação e o controle social sejam fortalecidos, é necessário mais transparência e melhor uso dos dados públicos.”

E o que você vai fazer para isso, para além do voto?

“Nós, da Transparência Brasil, queremos impulsionar uma grande coalizão de controle social para a educação. Atuamos nos últimos anos em projetos focados em repasses para a construção de escolas e creches (Tá de Pé e Obra Transparente), e a partir de 2019 ampliaremos para outros programas da Educação. Trabalhamos para tornar compreensível a informação pública a respeito de repasses, licitações, convênios. Afinal, é disso que se trata transparência, não a mera publicação de tabelas inacessíveis. É por meio de acesso efetivo à informação que é possível que cidadãos e ativistas espalhados nos milhares de municípios possam identificar malversação de dinheiro público e apoiar governo e órgãos de controle no monitoramento da execução de políticas públicas."

Com produção de Mariana Vick

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