O cálculo econômico da corrupção: incentivos e comportamento de políticos e empresários

De delações a financiamento de campanha, Mauricio Bugarin, da UnB, fala ao 'Nexo' sobre temas da política a partir da ótica da teoria econômica do crime e da teoria dos jogos

     

    O instrumento jurídico de delação premiada já possibilitou a entrega ao poder público de um grande volume de informações e desencadeou diversas investigações e condenações desde 2014, quando o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa firmou o primeiro acordo do tipo. O mecanismo passou a fazer parte do noticiário diário e vem afetando continuamente o cenário político do país. A partir daquela primeira delação no início da operação Lava Jato, vieram vários outros delatores e delatados.

    Por que isso ocorre? Qual é o cálculo dos delatores? O que determina os limites do poder público na negociação? Como tudo isso afeta os incentivos de políticos e empresários daqui em diante? O economista e matemático Mauricio Bugarin acredita que “os últimos 10 anos foram anos de consolidação da corrupção” e que apesar das delações e do fim do financiamento privado de campanhas eleitorais, ainda “seria necessária uma reforma mais profunda do modelo eleitoral” para impactar a auto-seleção dos candidatos a políticos.

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