Quais os simbolismos do massacre de Manaus. E como a sociedade enxerga um preso

Psicólogo, filósofo e professor na Faculdade de Direito da USP fala sobre o massacre no Amazonas, suas raízes e consequências, para além da conjuntura das facções criminosas

    O massacre de 56 presos no Compaj (Complexo Anísio Jobim), em Manaus, no primeiro dia de 2017, teve como uma de suas marcas mais impressionantes o fato de dezenas de corpos terem sido separados de suas cabeças, sendo exibidos com orgulho após uma matança que se estendeu por 17 horas.

    O gesto repete o de tragédias similares, como o massacre de Pedrinhas, no Maranhão, ocorrido três anos antes, e revela o desejo de passar uma mensagem. Para Alvino Augusto de Sá, filósofo, psicólogo e professor de Criminologia Clínica na Faculdade de Direito da USP, “o pescoço liga a cabeça às vísceras, aos instintos, a toda a parte ‘de baixo’ do corpo. O pescoço representa o controle. Quando você corta isso, você extirpa o pensamento, e torna a pessoa unicamente um animal”.

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