‘Não houve golpe. O golpe começa agora’, diz dissidente turco

Jornalista Kamil Ergin acusa Erdogan de forjar a própria queda para justificar perseguição, prisão e tortura de dissidentes. Membro do movimento opositor Hizmet, ele prevê aplicação da pena de morte e fim da democracia na Turquia

     

    Kamil Ergin nasceu em Afyon, no centro-oeste da Turquia, e se formou em Mármara, na faculdade de Letras. Em 2007, aos 22 anos, emigrou para São Paulo, para dar aula de inglês na escola Belo Futuro, mantida pelo movimento Hizmet, do qual faz parte.

    Ergin é uma pessoa “vermelha”. A cor é uma referência ao sistema que ele diz que o governo do presidente Recep Tayyip Erdoğan criou para classificar os cidadãos da Turquia, sendo os apoiadores do governo “verde” e os neutros, “amarelos”. Mais de 20 mil “vermelhos” foram presos nos últimos dias, sendo 187 deles jornalistas como Ergin, que mantém um site em português sobre a política turca e foi correspondente do Zaman, maior jornal da Turquia, hoje assumido pelo governo.

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