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‘Não que eu seja contra, mas eu era da favela e lá não tinha ostentação’

MC Bin Laden comemora o sucesso e o dinheiro, mas mantém os pés no chão. Em entrevista ao Nexo, ele fala de religião, tranquilidade e feminismo

    Nascido Jefferson Christian dos Santos Lima, Bin Laden é o jovem por trás do clipe bizarro e da voz retumbante de um dos grandes sucessos do Carnaval de 2016: “Tá Tranquilo, Tá Favorável”. O vídeo da música tem mais de 22 milhões de acessos no YouTube e ele tem a agenda cheia: só em uma semana de fevereiro, teve gravações com pelo menos quatro emissoras de TV diferentes, sem contar os projetos de divulgação de seu clipe com o cantor sertanejo Lucas Lucco, prestes a estrear.

     

    O reconhecimento na grande mídia é recente, o que deve valorizar seu cachê nos bailes funk. Mas a carreira de Jefferson como MC já dura quatro anos - e há pelo menos dois ele tem a agenda de shows lotada no Brasil todo. O caminho que ele trilhou é o mesmo de todos os MCs de funk que chegaram ao sucesso: primeiro, se tornaram hit na internet.

    O DJ e produtor norte-americano Diplo reconheceu o potencial do MC ainda no começo de 2015, nos beats pesados e nas músicas que soam quase como trap americano - uma espécie de gangsta rap mais pesado. Na ocasião, Diplo veio ao Brasil e conheceu Bin Laden. “Ele é autoconsciente, consegue transformar a pegada tradicional do baile funk em algo bem original”, disse Diplo, em uma entrevista à “Vice”.

    O nome vem de uma de suas primeiras músicas, “Bin Laden Não Morreu”. Os dançarinos e as dançarinas que o acompanham são chamados de iraquianos. “É um trabalho teatral”, explica.

    Em entrevista ao Nexo, ele falou sobre suas influências musicais, sobre a decisão de parar de cantar letras que exaltam o uso de drogas e até sobre feminismo. Leia:

    O MC Bin Laden é um personagem?

    MC Bin Laden

    Sim, é um personagem. Quando o nome surgiu, as pessoas tinham uma impressão ruim por causa do terrorista. Hoje a gente ouve que se existiu um Bin Laden ruim, hoje existe um Bin Laden bom. Se existia um Bin Laden que causava guerra, hoje existe um Bin Laden que faz as pessoas rirem. Então, hoje já não soa tão mal, soa muito bem, então suave. Só não soa pros Estados Unidos.

    Você tem alguns trabalhos com DJs estrangeiros, como o Diplo. Como isso aconteceu?

    MC Bin Laden

    O Diplo veio pro Brasil só pra gravar uma voz minha pro [festival] Lollapalooza. Fora ele tem o DJ BranKo, a gente fez um show no [festival da] Red Bull, e outros DJs lá fora que mandam uns traps, uns remixes muito loucos, muito irados. O pessoal curte. Muitos falam que é a voz underground, junto com uma parada muito mixada, com um DJ que é de trap. [Isso atrai] um público mais underground, então é até diferente o pessoal ver um cara desse no funk, parece que ele já é do trap, eles dizem.

    "Na verdade, meus amigos trabalhavam pra gastar metade do salário humilde numa noite e ir um dia no shopping."

    Esse peso no som que você faz é algo que você trouxe ou é influência do DJ, do produtor da música?

    MC Bin Laden

    Foi influência, foi conhecimento. As pessoas gostam do meu tipo de voz, então eu gostei muito, achei muito da hora, muito versátil, o trap tem várias paradas loucas, como público muito agitado. O público do funk é agitado, mas a galera do trap é dez vezes mais, parece que é um eletrônico com funk. Soa bem pra mim, eu gosto, alguns trabalho de alguns DJs eu pesquiso, eu olho, e até passo a ouvir, porque eu sinto que escutar coisas novas é o que mais me faz trazer algo novo no meu trabalho.

    O que você escuta?

    Bin Laden

    Eu escuto muito gospel. Muito, muito. Todo artista tem o problema de a parada estar crescendo, as coisas mudando, mas eu escuto muito gospel porque me ajuda a ter o pé no chão, me ajuda a não esquecer de onde eu vim. Me ajuda a ter um foco de trabalho e pessoal também.

    Mas em geral eu escuto funk, escuto pagode, sertanejo, reggae, rap, forró também, uns arrochas que parecem um novo sertanejo, sabe, mais envolvente. Sertanejo universitário, né. Tem momentos da nossa vida que a gente escuta a música e dá uma relaxada, tem fases. Eu ainda quero aprender a escutar um jazz, a escutar uma ópera, música clássica. Não conheço muito, mas são coisas que eu tenho vontade de conhecer. A música em si tem várias harmonias, tem vários ritmos, melodias, subida e descida. Ao mesmo tempo que a música te deixa mais agitado, a música pode te deixar mais calmo, mais tranquilo. E são várias paradas assim que eu gosto, porque eu gosto de trazer informações pro meu trabalho: aprender e colocar em prática.

    O que que mudou na sua vida depois que você fez sucesso?

    MC Bin Laden

    Primeiro que eu posso comprar o que eu quero. Poder me vestir, presentear as pessoas que eu gosto, gosto muito de dar presente também. É bom você tirar um sorriso de uma pessoa. Além de tudo, deixar a família bem. O lance da grana me faz entender que tudo ali é do meu trabalho, do meu suor, então é muito maravilhoso você sair e poder comer o que você quer, tá ligado? Eu já passei fome, eu senti na pele o que é querer comer algo e não poder comer, você querer fazer algo e não poder fazer. Já senti muito isso, então hoje tem muito disso, mas com prudência e humildade sempre. E o lance da grana também [é bom], de ter aumentado o cachê, de ter uma vida estável, um pouco melhor. Te proporciona algumas coisas que você tem vontade de conhecer. Desde criança eu queria conhecer muitas coisas e hoje eu posso realizar muitas delas.

     

    Mesmo assim, você não faz funk ostentação [com letras que exaltam marcas, carros e símbolos de consumo]. Por quê?

    MC Bin Laden

    Não que eu seja contra a ostentação, mas eu era da favela e lá não tinha ostentação. Eu cresci na Vila Progresso, Zona Leste, e lá a ostentação pra mim era o que não acontecia na minha vida. Não via acontecer entre meus amigos. Na verdade, meus amigos trabalhavam pra gastar metade do salário humilde numa noite e ir um dia no shopping. Então, acabou, não era ostentação aquilo. Eu não levo muito essa parada no meu trabalho porque não é algo que eu vivi, não é que eu vivo, e não quero viver no meu trabalho. Pode ser que eu faça no futuro, nunca diga nunca. Mas a ostentação em si falando, retratando o luxo, é uma coisa que não cai bem à minha pessoa. Porque a ostentação também tem a ver com pessoas diferenciadas, com postura [diferente]. E eu sou muito louco, gosto de zuar, me jogar no chão, de dar cambalhota, de brincar mesmo. Meu negócio de rir, brincar, ser feliz, ser zueiro, não combina muito com o negócio da ostentação. Tipo, não é minha vibe.

    Você acha que a ostentação, apesar de ser uma reação compreensível, fortalece valores irreais - o do “ter” mais do que o de “ser”?

    MC Bin Laden

    Acho que sim, porque a ostentação é uma forma de trazer um respeito e um [alto] conceito entre mulheres e homens. As crianças se baseiam naquilo, não se baseiam mais na pipa, na bola, no futebol, no sol, na chuteira. Se baseiam mais na ostentação, e é por isso que hoje elas querem ter um iPhone, quer ter um tênis de marca, e elas tão na idade de estar brincando na rua e você não vê mais criança brincando na rua. Então a ostentação tira um brilho e dá outro brilho, eu vivi esse outro brilho que ela tirou. Eu tenho um irmão de 12 anos, e ele quer ter muita coisa. Natural, quer ter muitas coisas nas quais eu não pensava quando eu tinha a idade dele. Eu falo, mano, vai jogar bola, vai se divertir, vai estudar. Você quer ter isso? Então tem que estudar. Ou se não você trabalha sem parar, mas estuda primeiro pra você ter suas coisas. E brinca, tenha a sua infância, é a melhor fase da sua vida. Isso me faz acordar pra querer escrever um som novo.

    Ele faz três shows por dia com, cada um com cachê de cerca de R$20 mil

    Seu público tem muita criança, né?

    MC Bin Laden

    Tem. Então [quero] fazer o público brincar, jogar bola, se divertir, a zuar. Quer ir no shopping? Mas vai pro Ibirapuera correr, seja livre, tá ligado.

    Como é sua relação com seus pais?

    MC Bin Laden

    Ah, foi um pouco difícil a minha infância, minha mãe não tinha muita condição de cuidar de mim, meu pai era um pouco viciado no baralho. Meu pai não queria que eu cantasse funk. Não porque achava que era coisa de bandido, mas porque achava que não ia dar certo. Que era só mais um sonho. Eu falava “não, pai, eu tenho fé, eu vou conseguir, eu creio”. E ele “não, mas tem que trabalhar”, e eu “não, mas eu vou conseguir”, e eu consegui.

    Quantos anos você tinha quando você decidiu ir pro funk? Como você chegou na produtora?

    MC Bin Laden

    Eu tinha 16 anos quando comecei a ter a ideia. Aos 19, um dia, do nada eu vinha um dia do culto e vim cantando. Eu trabalhava na 25 [de março, rua de comércios populares em São Paulo] e ficava fazendo rima e era muito engraçado. Improvisando. Eu falei assim “mano, que vontade de cantar um funk. O pessoal gosta, se diverte com as minhas rimas”. Aí um dia eu cheguei na minha ex-namorada, com quem eu terminei há pouco tempo, e falei ”vou voltar a cantar. Tava na Igreja, me deu uma vontade louca de voltar a cantar”. Para todo mundo soou mal, mas depois de três dias um MC chegou lá e falou que um mano DJ, filho do meu empresário, falou assim “Mano, DJ tal tava falando de tu lá, falando que tu canta, bem falou de você, e vai te trazer pra KL [produtora], vai fazer o convite”. Nada bobo, nada besta, eu vim atrás e rolou o convite, eu vim pra cá, ele me trouxe. Nos entendemos bem e ele me proporcionou tudo isso. Então eu sinto que Deus sabe o que faz.

    "Tenho muita vontade conhecer a Anitta pelo estilo dela. Não pelo fato de ser “a” Anitta, mas pelo que ela imprime em algumas músicas."

    Quantos shows você faz por mês?

    MC Bin Laden

    Ah, eu peço para ter no máximo 3 bailes por dia.

    E essa frequência é a mesma nos dias de semana?

    MC Bin Laden

    As vezes de quarta, quinta são dois bailes. Na sexta, sábado e domingo são três por dia. No Brasil inteiro.

    Já foi pro exterior fazer show?

    MC Bin Laden

    Ainda não, mas tão rolando umas paradas aí, pode ser que eu vá.

    Qual o seu seu cachê?

    MC Bin Laden

    Ah, varia, depende do baile, do lugar. Não dou números porque não gosto de me basear em números, mas é uma quantia legal. [De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, Bin Laden ganha cerca de R$20 mil por um show de meia hora]

    É você que cuida das suas redes sociais?

    MC Bin Laden

    Eu cuidava muito, mas como tá muito corrido eu fico mais no meu Facebook pessoal, onde eu tenho 18 mil seguidores. Eu mexo mais no Instagram, no Snapchat e no Facebook pessoal. Na página eu mexo de vez em quando, mas eu gosto de sempre estar por dentro de tudo.

     

    De onde veio a ideia para o clipe de Lança de Coco 2 - Passinho do Romano? [o clipe tem referências psicodélicas: batida hipnótica e jovens vestidos com máscaras bizarras dançam de maneira repetitiva]

    MC Bin Laden

    Mano, nem eu sei, aquilo foi ideia muito do meu empresário. Ele tinha essas máscara e falou “pô, vamos usar porque eu nunca usei”. Sei lá, acho que é uma música de louco, com clipe de louco, fantasia de louco, sabe. Acho que os loucos se entendem, né.

    A impressão que eu tenho do seu trabalho é que você está lá com seus amigos, ai uma ideia qualquer aparece e vira música.

    MC Bin Laden

    É muito isso, muito de “eu tava no carro batucando, aí [canta]”. Sempre nos improvisos pequenininhos, aí “ah, tem que anotar, tem que anotar”. Aí “pô, vamos fazer um clipe”, aí a gente olha pro nada e dá naquilo, tá ligado. Não tem modelo, a gente faz na nossa loucura que a gente curte mesmo.

    Quem você curte na cena do funk?

    MC Bin Laden

    De funk, são muitos caras que eu curto muito. Acho da hora o lance de fazer algo com o Catra, vou até pedir pra minha assessoria ir atrás dele. O Guimê, porque nós dois somos muito underground. Tenho muita vontade de fazer um funk com um rapper, com rimas, com a Anitta. Tenho muita vontade conhecer a Anitta pelo estilo dela. Não pelo fato de ser “a” Anitta, mas pelo que ela imprime em algumas músicas.

    Ela se transformou em uma artista pop, alcança todos os públicos.

    MC Bin Laden

    Sim. Ela mudou o estilo, porque ela veio da [produtora carioca de funk] Furacão 2000.

    "Se a mina fica com 10 caras no baile ela é piranha, mas se o cara fica com 10 minas ele é pegador, tá ligado?"

    Você tem vontade de fazer algo assim, que toque na novela?

    MC Bin Laden

    Ano passado eu parei de cantar música de lança-perfume, de drogas, pra vir com uma parada mais suave. “Suave” como essa parada de “tá tranquilo, tá suave”. Sim, [tenho vontade] de atingir públicos maiores, mas com o meu estilo, com meu foco de trabalho. Não eu mudando pra entrar ali, de um jeito que as pessoas vão falar “ai, ele mudou”. Então, uma parada que eu deixei de fazer é o lance das drogas, das bebidas.

    O lance de mudar pra atingir mais tem a ver com conquistar [espaço], ser algo referente na mídia, tenho vontade, porque se você ligar a televisão, quem é assim [como eu]? Tipo, eu sou único, tenho um trabalho único, exclusivo, então eu tenho vontade de estar ali, mas sendo assim, fazendo as pessoas gostarem e eu ser referência e as pessoas a se espelharem em mim. Não [tenho vontade] de mudar cabelo, jeito. Foi assim que as pessoas gostaram de mim.

    O seu som é hipnótico, você acha que isso tem a ver o sucesso?

    MC Bin Laden

    Sim, tem. As pessoas falam sobre meus clipes que “é zuado, não produção nenhuma, não tem roteiro, mas cada hora você faz uma coisa [inesperada], uma hora você tá de boné, tá sem boné, tá sem cabelo”. Em tudo a gente tem uma parada doida. A maneira como você anda até a barraca, a maneira como a barraca [de banana] te encara, com a máscara, os caras [dizem] “mano, daqui a pouco tu tá dançando”. Então você tem um bagulho que faz te prende no clipe, pensa “caralho, qual a próxima cena? será que ele vai rolar na areia?”. As minhas características são essas, se um dia eu atingir a TV, rádio, tal, tudo mais, é sendo o que eu sou.

    Tem uns sons seus mais antigos mais pesados, mais rápidos, mais parecidos com rap mesmo, né.

    MC Bin Laden

    Sim. Um rap mais diferente, tá ligado, de um maloqueiro que se apaixona por umas minas de baile, tá ligado. Não de baile, de festa. Tem uma musica nova que eu tô fazendo que [fala de] uma menina que eu conheci numa festa. E era ela que cuidava das amiga que ficavam bêbadas. Muito “da hora”, viajo muito.

    Já vi você defendendo o direito das suas fãs de pintaram o cabelo da cor que quiserem quando alguém encheu o saco delas. Você tem contato com o feminismo?

    MC Bin Laden

    Eu tenho vários modos de ver a coisa. O maior exemplo é que, se a mina fica com 10 caras no baile ela é piranha, mas se o cara fica com 10 minas ele é pegador, tá ligado? Tem um lance que eu aprendi que é igualdade, não somos melhores nem a mais do que ninguém. Outra coisa que eu gosto são músicas e histórias de filmes e livros de mulheres bandidas. Aquele lance daquela mulher que é uma patricinha, carinha de bebê, mas com uma mente de vilã. Eu penso “caralho, que bagulho foda”. Eu tenho muita vontade de estourar uma música nesse estilo.

    Você sempre vê o homem atuando. Todos os vilões são homens. Se eu vejo uma novela que a vilã é uma mulher, tipo Avenida Brasil ou, aquela da mulher que perdeu filho, que teve o filho sequestrado e trabalhava no hospital, que ela matava todo mundo na escada [Senhora do Destino], eu acho foda.

    Então quando eu vejo que a vilã é uma mulher eu vejo uma tensão maior. Não porque eu quero que as mulheres sejam assim, mas a ficção pra mim é legal assim. E esse negócio de “pô, deixa a mina pintar o cabelo sim”, é porque a mulher é muito discriminada. Eu falo com muitas mulheres e acho que esse lance de ficar atrás da pia lavando louça, arrumando a casa, não é legal. Porque minha mãe foi muito guerreira, então o lance é que as mulheres têm uma opinião, elas podem também fazer o que quiserem. Por exemplo, ter tatuagem, no caso da mulher é mais discriminado, e eu acho errado.

    Por que você parou de cantar músicas exaltando o uso de lança-perfume e de maconha?

    MC Bin Laden

    Não tava me fazendo bem, não tava me sentindo bem. Eu cresci numa comunidade em que eu via isso acontecer, mas eu acordei e vi que não é porque eu cresci vendo aquilo que eu tenho que ser aquilo. Então não acho muito legal essa parada de droga. Tô até bolando uma música que fala o que o lança faz, tipo “eu cantei a parte boa, agora vou cantar a parte ruim”. Tipo “diga não às drogas”.

    Você é a favor da legalização da maconha?

    MC Bin Laden

    Não.

    E do casamento gay?

    MC Bin Laden

    Também não.

    Você é evangélico. Como isso afeta a maneira com a qual você lida com sua carreira, com seus fãs?

    MC Bin Laden

    Eu tive uns altos e baixos, de sair um pouco da igreja, ficar afastado e depois voltar. É muito bom [ter] na minha vida a Igreja, Deus, tudo. Não sou batizado nas águas nem nada, mas ouvir a palavra, ouvir a verdade, mesmo que doa [é ótimo]. [Me ajudou agora que] eu terminei um relacionamento por não estar feliz e por não estar fazendo a pessoa com quem eu estava há quatro anos feliz.

    É recente? Você estava quase se casando, não?

    MC Bin Laden

    É. De boa, eu creio que Deus sabe tudo o que faz. Eu quero que ela seja feliz, porque ela me fez muito bem, mas é que não tava sobrando tempo e espaço [pra ela]. Não tava fluindo muito bem [com] a minha carreira, é melhor eu deixar alguém fazê-la feliz do que eu fazê-la infeliz hoje. Não pela fama, não pelo sucesso, porque isso não fede nem cheira. [Por] pegar as mulheres, não. Mas foi por ter pouco tempo, por ter pouco espaço, pela vontade de ela fazer algumas coisas que eu não posso. Isso me fez perceber que não estava fazendo ela feliz.

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