Denis R. Burgierman é jornalista e escreveu livros como “O Fim da Guerra”, sobre políticas de drogas, e “Piratas no Fim do Mundo”, sobre a caça às baleias na Antártica. É roteirista do “Greg News”, foi diretor de redação de revistas como “Superinteressante” e “Vida Simples”, e comandou a curadoria do TEDxAmazônia, em 2010.

  • Minha autocrítica

    Olhando para trás, acho difícil evitar a conclusão de que fracassei nas minhas nobres intenções

  • O que Moro fez é comum

    Só que, se queremos viver numa democracia digna do nome, precisa deixar de ser

  • As palavras que não dizemos

    O que os vazamentos de diálogos da Lava Jato revelam sobre a forma como lidamos com conceitos como Estado, direito e lei

  • Aprendendo na carne sobre os novos tempos

    Eu já sabia que vivemos num mundo onde a verdade importa cada vez menos. Mas minha experiência com Olavo de Carvalho me fez aprender isso num nível mais profundo.

  • Coragem, Brasil

    O momento pede não violência, que é algo inteiramente diferente de pacifismo

  • O governo contra o Brasil

    Estamos sob o poder de gente que odeia o país e que trabalha, conscientemente ou não, para inviabilizá-lo

  • Mais Brasil, menos Brasília

    O slogan é bom, mas é mentira: nesses pouco mais de três meses de governo Bolsonaro, nunca estivemos tão obcecados com Brasília

  • A próxima cena

    Três cenas no país do Estado que mais mata no mundo. Mais que os EUA e mais que o Sudão. E com o aval das autoridades

  • A palavra não é 'milícia'

    Está na hora de mudarmos nosso vocabulário: estamos chamando algo muito importante pelo nome errado

  • Estado criminoso

    Não tem outro nome: é uma máfia que se apossou de pedaços enormes do máquina pública

  • O racismo de Trump. E o da minha avó

    E o meu também: gostamos de acreditar que somos pessoas boas, e que o mau do mundo está nas pessoas ruins, que têm características odiosas

  • O Brasil quis mudar. E eu entendo

    Democracia é uma delícia, mas tem certos custos. Que em 2019, eles nos sejam leves. Ou que pelo menos valham o quanto custam

  • Entre o fogo e a ficção

    Enquanto a Califórnia queima, o governo brasileiro decide acreditar numa mentira

  • Você é melhor do que o Bolsonaro

    Desmontar a educação, queimar a floresta, corroer a democracia, distribuir revólveres. Será que o Brasil desistiu de ter um futuro?

  • A gente é pobre do quê

    Os problemas educacionais brasileiros e a liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas entre os que têm mais educação formal

  • Encarando o abismo

    Após uma quinzena marcada por fogo, lágrimas e sangue, um vislumbre de esperança

  • Abril e o Brasil

    Roberto Civita sabia que diversidade é a maior riqueza que ele podia buscar. Mas parece que sua empresa esqueceu disso

  • Sem o Facebook, o MBL não existiria

    Assim como muita gente no mundo todo, dos agentes hackers de Putin aos marqueteiros da Cambridge Analytica, o suposto movimento cresceu explorando vulnerabilidades da rede social mais influente que existe

  • Os defensores de bandidos

    Todos os pré-candidatos à Presidência da República recriminaram a execução de Marielle Franco. Menos um

  • A camisa amarela

    Sobre uma cor fora de moda. E a possibilidade de resgatá-la – desta vez, sem trapaça

  • Minha filha de cocar

    Interesses precisam ser alimentados, não reprimidos, ao custo de matá-los.

  • Bota gasolina que passa

    Cólica, dor de cabeça, corrupção; medo, fogo, enchente, revolução. Não tem problema: tudo tem solução. Basta ligar um bom motor a combustão.

  • Uma feira de empreendedores

    Algumas reflexões sobre as duas grandes religiões contemporâneas e sobre o evento onde passei o fim de semana

  • Cenas da praia

    Patriarcado não é uma coisa que os homens fazem com as mulheres

  • E os russos, quem diria, ganharam

    No dia em que o Muro de Berlim caiu, em 1989, um certo agente da KGB, o serviço secreto soviético, estava ocupado queimando documentos. Quase três décadas depois, é preciso perguntar: quem mesmo que ganhou a Guerra Fria, gringo?

  • Já é Ano Novo (mas só na Califórnia)

    Com a legalização da maconha, esta semana, o principal estado americano sai em vantagem na disputa pela indústria que mais vai crescer na próxima década. Como de hábito, o Brasil vai ficar de fora

  • Movimento Brasil Stalinista

    Caros liberais – e todo mundo, de qualquer tendência política, que se importe com a liberdade. Precisamos falar sobre o MBL

  • Sobre a justiça

    O Brasil não é o país da impunidade: é o país da injustiça.

  • O país traumatizado e a pessoa errada

    O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Compreensivelmente, quer um governante capaz de mudar isso. Não poderia haver alguém pior que Bolsonaro

  • Todo o potencial do mundo

    No meio dessa crise horrível, é bom não se esquecer que este país possui uma riqueza quase infinita: crianças

  • E aí? Tudo tranquilo?

    Então: não. Como é que pode estar tudo tranquilo se, a cada quatro cidades brasileiras, uma encontra-se em estado de emergência?

  • Partidos são cartórios

    Como os cartórios, eles são intermediários privados entre o cidadão e o Estado. E não muito mais que isso

  • O fim do Brasil

    Sei que parece exagero, mas não é. O preço de salvar Temer da Justiça vai ser muito alto. Se seguirmos nesse rumo por mais uma década, já era

  • Escola sem noção

    Certos partidos estão tentando transformar as escolas em palanques. Mas não sei se são os mesmos que você imagina

  • Temer, o monstro

    Quem sabe esse presidente desastroso não possa ao menos deixar esse legado positivo para o país: o de nos ensinar a evitar outros como ele

  • Burrice ou esperteza

    Nada de novo no front: a ação da Prefeitura de São Paulo na cracolândia é em tudo igual ao que os políticos sempre fazem

  • Emergência

    As condições estão dadas para que algo novo apareça

  • Não somos (só) indivíduos

    Boa parte dos sistemas que regulam nossa sociedade é baseada na premissa de que cada um de nós é um. Só que essa premissa está incompleta. Acredite: todos nós somos um. E cada um de nós é muitos

  • Os reis do Brasil

    Mais uma república começou e terminou – foi pelo menos a terceira, nos últimos 60 anos. A monarquia, no entanto, continua a mesma

  • A máquina que move o Brasil

    É assim que é. É assim que tem sido assim desde a redemocratização: quem paga campanha eleitoral é construtora. 'É normal', disse Emílio Odebrecht, para minha estupefação

  • E agora?

    Não é que haja corrupção no Brasil. É mais profundo que isso: corrompeu-se a própria ideia de país. Que seja uma oportunidade

  • Está tudo normal. Né?

    O mais desesperador não é assistir a isso tudo: é o fato de que a vida segue em frente, como se só pudesse ser assim mesmo

  • A culpa do outro

    Seres humanos são péssimos julgadores da trapaça alheia

  • Perdidos entre duas utopias

    Nem a esquerda nem a direita têm as respostas de que precisamos para construir o futuro

  • Aí a sociedade vai lá e resolve

    O que está acontecendo agora no Brasil em relação às regras para o uso da maconha é impressionante. Governo e autoridades, como de hábito, só atrapalham

  • Eu sou um corrupto

    Na semana da prisão do Eike, o momento é de confissões. Aproveito então para fazer a minha

  • A guerra dos gêneros

    O desencontro entre homens e mulheres está por trás de quase todas as grandes disputas políticas do mundo

  • Os presentes do Estado ao Crime

    O crime organizado tem tanto poder no Brasil porque ganha de bandeja do Estado o monopólio sem fiscalização de um mercado lucrativo e um sistema grátis de recrutamento e formação de soldados, as prisões

  • Uma outra lógica

    Vou arriscar um exercício de imaginação: e se pudéssemos virar de ponta-cabeça nosso sistema de educação?

  • O marketing e a morte

    Isso que o prefeito eleito de São Paulo pretende fazer tem nome e número: artigo 121, parágrafo 4º do Código Penal, homicídio culposo. Aumentar as velocidades das marginais não é só um erro - é também um crime

  • Feliz 2037, Brasil

    Nenhum país do mundo conseguiu dar grandes saltos de desenvolvimento sem investir massivamente em educação. Agora, ficou difícil ver essa transformação acontecer no Brasil na duração de minha vida

  • A esquerda, a direita e o sexo dos anjos

    Estado e mercado não são alternativas excludentes. São duas dimensões inevitáveis na vida de qualquer país. E precisam aprender a trabalhar juntos

  • Eles todos são uns cretinos

    Subitamente, bilhões de mentes humanas estão separando o mundo inteiro entre amigos íntimos – de quem toleramos tudo e amamos incondicionalmente – e inimigos mortais – que não estamos dispostos a sequer ouvir e queremos ver esmagados