Coluna

Um guia para acabar com a pandemia de covid-19

    Se não contribuirmos conjuntamente agora, o vírus continuará a se propagar e esse pesadelo nunca terá fim. Deixo aqui algumas dicas práticas de como proteger a si mesmo e aos outros

    Há aproximadamente um ano, um vírus chamado Sars-CoV-2 mudou todas as nossas vidas. Estamos cansados e frustrados, mas o vírus continua firme no seu trajeto avassalador. Em meio a isso, vejo pessoas confusas, frequentemente sem acesso à informação confiável e atualizada, ou focando atenção demasiada em detalhes que não carregam grande importância. Vou tentar organizar e priorizar aqui informações essenciais, porque eu já cansei, e quero sair o mais rápido possível dessa vida cheia de limitações!

    Vamos começar com notícia boa: não é necessário higienizar superfícies obsessivamente. No início da pandemia, se acreditava que o vírus se transmitia principalmente por partículas maiores, que levam à infecção quando encostamos nelas e depois nos olhos, nariz ou boca (como ocorre com várias outras doenças respiratórias). Hoje sabemos que o principal mecanismo de transmissão não é esse, e sim por meio do ar, quando respiramos próximos de pessoas infectadas. Higienizar as mãos e evitar tocar o rosto continua sendo uma boa prática geral de saúde, mas não é necessário se preocupar com a limpeza minuciosa de todas as suas compras, além da higiene normal esperada no preparo de alimentos.

    Porque o vírus está no ar, evite ao máximo trocar ar ambiente com pessoas diferentes – é a maneira mais provável de pegar covid. Aqui vale destacar que não é porque uma atividade é permitida que deve ser considerada segura. Os donos de bares que me perdoem, mas não posso recomendar que se frequente locais onde, por natureza da atividade envolvida, há alta chance de contágio. Não vá. Além disso, seja o chato do grupo de condomínio ou amigos, não somente deixando de frequentar, mas também denunciando festas e outras aglomerações. Explique que é melhor perder amizades por ser chato do que por óbito.

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    Alicia Kowaltowski é médica formada pela Unicamp, com doutorado em ciências médicas. Atua como cientista na área de Metabolismo Energético. É professora titular do Departamento de Bioquímica, Instituto de Química da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. É autora de mais de 150 artigos científicos especializados, além do livro de divulgação Científica “O que é Metabolismo: como nossos corpos transformam o que comemos no que somos”. Escreve quinzenalmente às quintas-feiras.

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