Coluna

Os efeitos da redistribuição de renda no PIB

    Estudo mostra que uma mudança conservadora e fiscalmente sustentável em nossa estrutura tributária — o aumento da tributação dos mais ricos — pode contribuir para estimular a economia

    Em nota publicada no dia 15 de fevereiro pelo Made (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades) da USP (Universidade de São Paulo), Rodrigo Toneto, Theo Ribas e eu buscamos quantificar, com base em dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um dos mecanismos por meio dos quais uma redistribuição de renda do topo para a base da pirâmide contribuiria para aumentar o PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil: a maior propensão a consumir dos mais pobres que dos mais ricos. A ampla repercussão em diversos portais de notícia de que “taxar ricos para financiar política social elevaria o PIB em 2,4% [segundo estudo da USP]” acabou levantando um intenso debate nas redes sociais sobre os efeitos de se aumentar a tributação dos mais ricos no país.

    Laura Carvalho é doutora em economia pela New School for Social Research, professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo e autora de “Valsa brasileira: Do boom ao caos econômico” (Todavia). Escreve quinzenalmente às sextas-feiras.

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