Coluna

Aqui é o fim do mundo: prova de humanidade é respeitar Iku, a morte

    Apesar dos recordes de mortes diárias ocasionadas pela covid-19, o sentimento de indiferença em relação à morte e falta de respeito às vidas de outras pessoas espanta a população brasileira

    Na última semana do mês de março, o Brasil atingiu um recorde ainda maior do que todos aqueles outros assustadores comentados aqui anteriormente. Foram quase 4.000 mortos por covid-19 em 31 de março, mesmo dia no qual um documento oficial comemorava o “aniversário” do golpe militar, evento histórico que também nos remete à morte. Nada foi dito sobre essas milhares de vidas perdidas pela covid, pois naquela mesma semana vivíamos uma crise política que girava em torno das reais prioridades do governo federal: a eleição de 2022.

    Luciana Brito é historiadora, especialista nos estudos sobre escravidão, abolição e relações raciais no Brasil e EUA e é professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. É autora do livro “Temores da África: segurança, legislação e população africana na Bahia oitocentista”, além de vários artigos. Luciana mora em Salvador com sua família, tem os pés no Recôncavo baiano, mas sua cabeça está no mundo. Escreve quinzenalmente às terças-feiras.

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