Coluna

Afinal, o que quer quem defende a volta às aulas presenciais?

    A defesa da educação ao gosto das pessoas privilegiadas é diferente daquela que poderia ser defendida pelas trabalhadoras que são mães de crianças que estudam na escola pública

    Na semana passada eu aguardava na sala de espera para uma consulta médica quando acompanhei um debate sobre o retorno às aulas na cidade de Salvador. De um lado, uma mulher que, pelos argumentos, entendi tratar-se de uma professora: “Eu quero sim voltar a dar aula, quem lhe disse que eu não quero dar aula? Tenho colegas que estão deprimidas com saudades da escola.”

    Luciana Brito é historiadora, especialista nos estudos sobre escravidão, abolição e relações raciais no Brasil e EUA e é professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. É autora do livro “Temores da África: segurança, legislação e população africana na Bahia oitocentista”, além de vários artigos. Luciana mora em Salvador com sua família, tem os pés no Recôncavo baiano, mas sua cabeça está no mundo. Escreve quinzenalmente às terças-feiras.

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