Coluna

Rumo a duas décadas perdidas

    Fatores estruturais e uma agenda econômica equivocada tornarão o impacto da crise causada pela pandemia muito mais duradouro no Brasil do que em outros países

    A queda histórica do PIB brasileiro do segundo trimestre de 2020 veio ainda maior do que o esperado: 9,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020 e 11,4% em relação ao segundo trimestre de 2019. Considerando que o auxílio emergencial sozinho foi responsável por evitar que os 50% mais pobres reduzissem sua renda média habitualmente recebida pré-pandemia — o que certamente atenuou muito os efeitos da crise sobre o consumo das famílias — é difícil até imaginar qual seria o tamanho do choque provocado pela covid-19 na economia na ausência dessa e de outras medidas de expansão dos gastos públicos aprovadas nesse período.

    Laura Carvalho é doutora em economia pela New School for Social Research, professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo e autora de “Valsa brasileira: Do boom ao caos econômico” (Todavia). Escreve quinzenalmente às sextas-feiras.

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