Coluna

Racismo, participação política e a persistência das desigualdades brasileiras

    O Brasil foi o país que mais importou escravos entre 1500 e 1888. As desigualdades criadas por essa história podem ser sentidas até hoje

    A explosão de protestos nos EUA após o assassinato de George Floyd pela polícia chegou ao Brasil. Os jornais, televisões e redes sociais foram tomados por discussões sobre racismo. Protestos contra o presidente Jair Bolsonaro, que tinham como origem a defesa da democracia, incorporaram também a pauta #BlackLivesMatter. Mas diferentemente dos EUA onde milhares de pessoas brancas foram às ruas protestar contra a violência da polícia — algo que acontece pela primeira vez na história como disse o escritor Ta-Nehisi Coates — no Brasil o movimento ainda é pequeno e negro. A elite branca brasileira adora importar problemas de fora, ficar estarrecida e oferecer sua simpatia em mídias sociais. Mas na hora de discutir o racismo, prefere criticar a política das cotas.

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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