Coluna

Precisamos do setor privado na atenção básica de saúde?

    Antes de abrir um projeto piloto para o setor privado participar do SUS, é preciso entender os erros e os acertos do sistema, tendo em mente que qualquer parceria público-privada exigirá uma capacidade estatal local que muitos governos não têm

    Na terça-feira (27), o governo Bolsonaro publicou no Diário Oficial um decreto que abre a possibilidade de projetos-pilotos de parcerias público-privadas para a atenção primária à saúde com foco na construção, modernização e operação de unidades básicas de atendimento. Depois de muito protesto na internet, e acusações de tentativas de privatização do SUS (Sistema Único de Saúde), o presidente revogou o decreto. Mas a proposta não surgiu do nada. Desde a campanha eleitoral, Paulo Guedes, ministro da Economia, fala da importância do setor privado na provisão de bens públicos, utilizando como exemplo o uso de vouchers educacionais e escolas charter — escolas de natureza pública mas com gestão privada — para a educação.

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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