Coluna

Por que um presidente deixa a população morrer?

    A polarização com opositores e a aposta no caos social ajudam a explicar a estratégia genocida de Jair Bolsonaro

    Enquanto o Brasil observa o número de mortos pela covid-19 crescer a cada dia — chegando ao recorde diário de 881 entre 12 e 13 de maio — o presidente Jair Bolsonaro insiste em dizer que temos que reabrir a economia e que “o povo tem de voltar a trabalhar. Quem não quiser trabalhar, que fique em casa”. Desde o começo da pandemia, o presidente coloca os empregos e a sobrevivência das empresas em contraposição aos objetivos de saúde e culpa governadores e prefeitos pelo fechamento de cidades e estados. Mesmo com toda a evidência empírica existente sobre a efetividade de políticas de isolamento social para frear a epidemia de covid-19, Jair Bolsonaro parece não se importar com o número de mortes que aumenta a cada dia. Sobre elas, chegou a dizer: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?".

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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