Coluna

Os equilíbrios múltiplos da corrupção na política brasileira

    Em seu auge, a Lava Jato pode ter dado a impressão de que o Brasil estava diante de uma transformação duradoura, mas o desenvolvimento institucional não acontece de forma linear

    Em 6 de setembro, um episódio inusitado chegou ao noticiário: um ex-prefeito do interior do Piauí, em convenção de campanha, confessou que havia roubado — ainda que menos, segundo ele, que seu sucessor e atual prefeito. Algo próximo de uma paródia, lembrando personagens de ficção dos anos 70 e 80, que então satirizavam a naturalidade com que a corrupção se entranhava na política brasileira.

    Filipe Campante é Bloomberg Distinguished Associate Professor na Johns Hopkins University. Sua pesquisa enfoca temas de economia política, desenvolvimento e questões urbanas e já foi publicada em periódicos acadêmicos como “American Economic Review” e “Quarterly Journal of Economics”. Nascido no Rio, ele é PhD por Harvard, mestre pela PUC-Rio, e bacharel pela UFRJ, todos em economia. Foi professor em Harvard (2007-18) e professor visitante na PUC-Rio (2011-12). Escreve mensalmente às quintas-feiras.

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