Coluna

As eleições de 2020 refundaram uma nova ordem política?

    A derrota eleitoral de Bolsonaro neste pleito já estava dada. Mas o fracasso dos poucos candidatos apoiados pelo presidente não pode ser tomado como evidência de mudanças substantivas nas preferências do eleitorado

    Eleições costumam ser lidas como um momento de mensuração dos humores do eleitorado. A razão é simples. Sua escala costuma ser mais próxima do universo de eleitores e o voto na urna revela mais sobre escolhas reais do que respostas a pesquisas de opinião. Por isso, resultados eleitorais são observados com enorme cuidado como evidências mais sólidas das tendências dominantes entre os eleitores.

    Marta Arretche é professora titular do Departamento de Ciência Política da USP (Universidade de São Paulo) e pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole. Foi editora da Brazilian Political Science Review (2012 a 2018) e pró-reitora adjunta de pesquisa da USP (2016 a 2017). É graduada em ciências sociais pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), fez mestrado em ciência política e doutorado em ciências sociais pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e pós-doutorado no Departamento de Ciência Política do MIT (Massachussets Institute of Technology), nos EUA. Foi visiting fellow do Departament of Political and Social Sciences, do Instituto Universitário Europeu, em Florença. Escreve mensalmente às sextas-feiras.

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