Coluna

A realidade da compra de votos nas eleições brasileiras

É por causa da pobreza que a prática existe em certas partes do país. Tornar o escambo uma forma de acesso a serviços públicos apenas perpetua as desigualdades

Ao longo da nossa história a compra de votos em eleições municipais, estaduais e federais tem sido tratada com enorme leniência, como se fosse um daqueles traços culturais imutáveis com os quais somos obrigados a conviver. Embora seja considerado crime eleitoral punível com cassação e inelegibilidade, ocorre com frequência assombrosa, não obstante as campanhas de esclarecimento feitas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Cristina Pinotti é graduada em administração pública pela EAESP-FGV e cursou o doutorado em economia na FEA-USP. É sócia da A.C. Pastore & Associados desde 1993. Antes trabalhou nos departamentos econômicos do BIB-Unibanco, Divesp e MB Associados. Concentra seus trabalhos na análise da macroeconomia brasileira, com ênfase em temas da política monetária, relações do país com a economia internacional, e planos de estabilização. Nos últimos anos tem se dedicado ao estudo da teoria da corrupção e da história da operação Mãos Limpas, na Itália. É autora de diversos artigos e livros. Escreve mensalmente às sextas-feiras.

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