Coluna

Um Nobel de medicina que não curou nenhuma doença

    Pesquisadores que descreveram funcionamento de uma proteína específica não miraram em tratamentos para câncer, acidente vascular cerebral ou eclâmpsia. Mas, indiretamente, ajudam muito a fazer os tratamentos para essas e outras enfermidades evoluírem

    É comum perguntarem a um pesquisador da área biomédica qual a doença que pretende curar. De fato, muitos dos meus colegas cientistas focam seus estudos em doenças específicas, e têm como nobre objetivo contribuir para o entendimento e (quem sabe?) a cura dessa doença. Mas um contingente ainda maior de pesquisadores não trabalha com uma única doença, ou não aspira tratar uma doença. E é muito importante que eles façam exatamente o que estão fazendo, ou seja: ciência na área biomédica, sem focar em doenças ainda não resolvidas pela medicina moderna.

    Alicia Kowaltowski é médica formada pela Unicamp, com doutorado em ciências médicas. Atua como cientista na área de Metabolismo Energético. É professora titular do Departamento de Bioquímica, Instituto de Química da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. É autora de mais de 150 artigos científicos especializados, além do livro de divulgação Científica “O que é Metabolismo: como nossos corpos transformam o que comemos no que somos”. Escreve quinzenalmente às quintas-feiras.

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