Coluna

Quem deveria julgar os políticos corruptos?

    Decisão de delegar processos de corrupção e caixa dois à Justiça Eleitoral não necessariamente significa retrocesso. Tudo vai depender dos custos envolvidos nesse tipo de crime

    Na semana passada o Supremo Tribunal Federal decidiu por 6 votos a 5 que processos ligados a corrupção e prática de caixa dois deverão ser julgados pela Justiça Eleitoral e não pela Justiça Federal. Muitos analistas consideram essa decisão um retrocesso, já que a Justiça Eleitoral não teria a mesma capacidade e estrutura para conduzir investigações complexas requeridas em muitos dos casos de caixa dois, o que geraria menos punição. Os procuradores da Operação Lava Jato atacaram a decisão e o procurador Deltan Dallagnol chegou a afirmar que “começou a se fechar a janela de combate à corrupção política”.

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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