Coluna

Por que investimos tão pouco na primeira infância?

    As evidências mostram que os retornos ao destinar recursos para os primeiros anos de vida das crianças são altos. Desafio é criar políticas públicas de larga escala

    Em entrevista recente à BBC, o prêmio Nobel de economia James Heckman enfatizou a importância do desenvolvimento de habilidades socioemocionais para crianças na primeira infância. Ele utiliza as evidências do Perry Preschool Project, nos EUA, e do famoso programa de visitas domiciliares da Jamaica para argumentar que políticas públicas que melhoram os estímulos na primeira infância são fundamentais para reduzir a desigualdade e pobreza no longo prazo. Ele vai além e argumenta que há poucas políticas públicas tão custo-efetivas para melhorar a educação, salários e reduzir a criminalidade quanto investimentos na primeira infância.

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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