Coluna

O que explica a banalização do horror?

    Em países com uma herança da escravidão que ainda se faz presente, a atitude de líderes que apoiam a violência e a tortura pode ajudar a normalizar comportamentos desumanos

    Um jovem negro de 17 anos foi chicoteado e torturado por seguranças de um supermercado após furtar uma barra de chocolate. Ele foi despido, amordaçado, amarrado e torturado com um chicote de fios elétricos por cerca de quarenta minutos. Isso não aconteceu em 1835, quando a lei brasileira permitia que escravos sofressem penas de açoutes, mas agora, em 2019. Como podemos ter esse grau de violência e perversidade, dirigida com frequência a jovens pretos, em pleno século 21?

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

    Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do Nexo.

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

    Já é assinante?

    Entre aqui

    Exclusivo para assinantes

    Tenha acesso a todo o nosso conteúdo, incluindo expressos, gráficos, colunistas, especiais, além de newsletters exclusivas com curadoria da redação. Apoie o jornalismo independente brasileiro de qualidade.
    Assine o Nexo.