Coluna

O impacto do lobby do veneno na vida dos brasileiros

    Estudos mostram, para além do aumento da produtividade, os efeitos da adoção de agrotóxicos baseados em glifosato na saúde de recém-nascidos

    O Ministério da Agricultura aprovou recentemente o registro de mais 31 agrotóxicos. Desde 2016, o número de agrotóxicos registrados no Brasil cresce de forma assustadora como pode ser visto no gráfico abaixo. Entre 2005 e 2015 houve uma média de 150 agrotóxicos registrados anualmente. Enquanto isso, em 2017 e 2018, passamos a ter mais de 400 registros. Muitos são reproduções de princípios ativos do glifosato, um polêmico herbicida associado a linfomas e alvo de diversos processos nos tribunais dos EUA.

     

    A expansão do uso de agrotóxicos no Brasil está fortemente relacionada com a adoção de sementes geneticamente modificadas para o plantio de milho e soja que foram liberadas para uso em 2003. A expansão da soja geneticamente modificada beneficiou a economia através de um processo de transformação estrutural como mostram Bustos, Caprettini e Ponticelli no artigo "Agricultural Productivity and Structural Transformation: Evidence from Brazil".

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    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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