Coluna

O beabá do populismo

    A política populista moderna prioriza forma sobre conteúdo, anima a divisão e o ódio e manipula símbolos nacionais como se fossem propriedade pessoal

    Populismo é um termo complexo. Tanto que não existe uma única definição para esse conceito, que indica um conjunto de práticas políticas que, de uma maneira geral, apelam para o “povo” e a “soberania” e, assim, se opõem às “elites” nacionais ou estrangeiras. Em nome do “povo”, que é transformado numa espécie de categoria abstrata e acima das demais, vários expedientes próprios das democracias representativas são colocados em questão.

    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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