Coluna

Joga bola, jogador: um texto sobre despedidas

    Como acadêmica e intelectual pública, a responsabilidade de contar a história dos outros passa pela abertura, pelo compromisso e pela escuta

    Estou há duas semanas pensando como é estranho se despedir de quem a gente não conhece. Era sábado, dia 10 de agosto. Eu estava feliz. De biquíni, pensando em ir à praia. Com surfe e banho de mar, pretendia agradecer à Iemanjá pela noite gloriosa de lançamento do meu livro no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). 13 anos depois da publicação do Manifesto Anticotas e depois de 122 anos da desistência de Lima Barreto em dar continuidade ao curso de Engenharia devido ao racismo, lá estava eu.

    Giovana Xavier é professora da Faculdade de Educação da UFRJ. Formada em história, tem mestrado, doutorado e pós-doutorado, por UFRJ, UFF, Unicamp e New York University. É idealizadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras. Em 2017, organizou o catálogo “Intelectuais Negras Visíveis”, que elenca 181 profissionais mulheres negras de diversas áreas em todo o Brasil.

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