Coluna

Intolerância é o nosso nome

    A intolerância não nasce do dia para a noite. Ela encontra raízes no nosso passado, a despeito de por muito tempo continuarmos a negar nossa animosidade

    Se você já foi ao exterior, com certeza, teve a oportunidade de deparar com pessoas definindo os brasileiros como alegres, cordatos, tolerantes. Mesmo dentro do país, durante muito tempo, esse tipo de representação alvissareira fez parte de uma espécie de autorretrato dos habitantes do nosso país.

    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

    Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do Nexo.

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

    Já é assinante?

    Entre aqui

    Exclusivo para assinantes

    Tenha acesso a todo o nosso conteúdo, incluindo expressos, gráficos, colunistas, especiais, além de newsletters exclusivas com curadoria da redação. Apoie o jornalismo independente brasileiro de qualidade.
    Assine o Nexo.