Coluna

Governo Bolsonaro despreza evidências empíricas

    Precisamos de mais informações e pesquisas no Brasil. Não menos, como sugerem ministros da atual administração federal

    Durante os anos 1990 aconteceu uma revolução no uso de dados e evidências empíricas para a tomada de decisões governamentais. Inspirado no que havia acontecido na medicina, o governo de Tony Blair na Grã Bretanha introduziu o uso de evidências empíricas nas decisões de políticas públicas e modernização do governo. De lá para cá, o fenômeno cresceu e se espalhou por vários governos e organismos internacionais.

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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