Coluna

Ditadura é ditadura. E é muito pior que democracia

    Ao olharmos para trás vemos que os 21 anos de regime militar, longe do que alguns pensam, fizeram muito mal ao Brasil

    O presidente Jair Bolsonaro incitou militares a comemorarem o aniversário do golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart no dia 1º de abril de 1964. Na sua visão, o que aconteceu nesse dia foi uma "revolução" e os resultantes 21 anos sem eleições diretas para presidente, com ampla censura à imprensa, e violência desenfreada do Estado contra dissidentes do regime não foram de ditadura e sim de um "regime com autoridade". Bolsonaro acredita que torturadores foram heróis e que o golpe conseguiu "recolocar o nosso país em um rumo que, salvo o melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém".

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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