Coluna

Devemos descentralizar mais recursos para os municípios?

    Teoria econômica avalia os efeitos de distribuir dinheiro para níveis locais da administração pública. Medida, por si só, não vai resolver questão da eficiência e da corrupção

    O ministro Paulo Guedes anunciou recentemente que concentrará suas ações em quatro grandes áreas: abertura da economia, simplificação de impostos, privatizações e reforma da Previdência, e descentralização de recursos para estados e municípios. As três primeiras fazem parte da cartilha básica de muitos economistas: aumentar a concorrência e diminuir a participação do Estado na economia. A descentralização de recursos para estados e municípios é menos óbvia e sua motivação merece ser discutida. O argumento central defendido por membros da equipe econômica parece ser que estados e municípios fazem uma melhor gestão e aplicação das verbas públicas. Mas existe evidência empírica que corrobore com essa hipótese? O que a teoria econômica nos diz sobre os efeitos da descentralização?

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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