Coluna

A filosofia do ruim e do pior

    Longe da máxima que define a política como a arte de produzir consensos, Bolsonaro acredita ter mandato sobre a voz dos brasileiros

    Tudo que é ruim pode sempre ficar pior. Penso que poucas vezes um dito popular foi tão evocado, e corretamente, na nossa contemporaneidade. No dia 8 de abril, o ministro Ricardo Vélez Rodriguez foi destituído do comando da Educação, diante da sua total e absoluta incapacidade de gestão. Também caiu por conta de suas ideias estapafúrdias; defendeu que alunos filmassem professores com ideias diferentes das deles, e se saiu muito mal quando declarou que os brasileiros, quando no exterior, agiam como “canibais”. Merecidamente, Vélez experimentou de seu próprio veneno e caiu “canibalizado”.

    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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