Coluna

A democracia brasileira corre perigo?

    Mais relevante do que o foco em uma ruptura à moda antiga é perguntar se há risco de uma erosão democrática significativa

    Desde a eleição de 2018, abriu-se um debate sobre os rumos da democracia brasileira. De um lado, os que a veem em risco; de outro, os que consideram tal preocupação um exagero beirando o absurdo. Como tudo nos últimos tempos, esse debate deu margem a uma polarização, com aqueles vendo estes como contribuindo para alimentar o risco, e estes vendo aqueles como responsáveis por poluir a discussão com receios infundados.

    Quem tem razão? Em certa medida, a resposta é a tradicional favorita dos economistas: depende.

    De quê? Do que se avalia como o risco de fundo: ruptura ou erosão.

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    Filipe Campante é Bloomberg Distinguished Associate Professor na Johns Hopkins University. Sua pesquisa enfoca temas de economia política, desenvolvimento e questões urbanas e já foi publicada em periódicos acadêmicos como “American Economic Review” e “Quarterly Journal of Economics”. Nascido no Rio, ele é PhD por Harvard, mestre pela PUC-Rio, e bacharel pela UFRJ, todos em economia. Foi professor em Harvard (2007-18) e professor visitante na PUC-Rio (2011-12). Escreve mensalmente às quintas-feiras.

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