Coluna

Uma história de mosquitos: febre amarela ontem e hoje

    Desde o começo do século 20 até os tempos atuais, além da doença em si, um outro problema persiste: a incapacidade do governo de informar a população

    Professor que é professor tem sempre um bom exemplo guardado debaixo da manga. Quando queria provar a importância da vontade política, usava com frequência o mesmo episódio: o combate à febre amarela. Meu argumento, hoje falível, era o seguinte: como todo mundo queria acabar com a epidemia, ela foi debelada, e em tempo recorde, no Brasil de inícios do século 20.

    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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