Coluna

Sem o Facebook, o MBL não existiria

    Assim como muita gente no mundo todo, dos agentes hackers de Putin aos marqueteiros da Cambridge Analytica, o suposto movimento cresceu explorando vulnerabilidades da rede social mais influente que existe

    Semana passada, o Facebook deletou 196 páginas e 87 perfis de sua rede, muitos deles ligados ao MBL (Movimento Brasil Livre), uma operação que foi muito influente na política brasileira nos últimos quatro anos, ajudando a derrubar uma presidente e a proteger outro, elegendo políticos, atacando artistas, jornalistas, ativistas e professores e incendiando o debate político e cultural no país. A ação da empresa americana gerou polêmica e fez com que o MBL a acusasse de censura, viés esquerdista e de perseguir o pensamento de direita. Trata-se de uma simplificação, como aliás costumam ser as polêmicas que bombam no Facebook.

    Denis R. Burgierman é jornalista e escreveu livros como “O Fim da Guerra”, sobre políticas de drogas, e “Piratas no Fim do Mundo”, sobre a caça às baleias na Antártica. É roteirista do “Greg News”, foi diretor de redação de revistas como “Superinteressante” e “Vida Simples”, e comandou a curadoria do TEDxAmazônia, em 2010.

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