Coluna

Como e por que vou votar neste segundo turno

Defender que os dois candidatos se equivalem é tomar parte de uma espécie de cegueira nacional. Por isso mesmo, não tenho dúvidas sobre o meu voto

Esta é uma coluna escrita no calor da hora. Faltam poucos dias para o segundo turno e, a essas alturas, é hora de assumir uma posição política e escolher um dos presidenciáveis. Na minha opinião, alegar neutralidade ou abstenção é uma forma de tomar partido.

Não estamos diante de uma eleição convencional. Em primeiro lugar, esta é a primeira vez que as mídias digitais desbancam a televisão e a imprensa, e que um candidato as utiliza recusando outros espaços e debates públicos. Em segundo, esta é também a primeira vez que dois candidatos chegam ao segundo turno com índices de rejeição tão elevados, o que indica que uma parte considerável dos brasileiros não se sente representada pelos presidenciáveis que estão disputando uma vaga na chefia do Executivo.

Como disse ao final da minha última coluna, não restam dúvidas de que os dois candidatos que concorrem à Presidência representam dois polos da política brasileira. No entanto, não me parece correto afirmar que ambos tenham o mesmo compromisso para com a democracia, ou que cada um deles tenha desempenhado o mesmo tipo de papel durante os anos em que vêm se dedicando ao exercício da política representativa.

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Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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