Coluna

As causas políticas da nossa estagnação produtiva

    Medidas equivocadas e um sistema político que não incentiva as melhores práticas levaram o país para um caminho de resultados pífios se comparados a outras nações

    Entre 1950 e 2010 a renda per capita do brasileiro aumentou cinco vezes. Junto com a melhoria de renda veio o aumento da expectativa de vida, a queda drástica na mortalidade infantil, a redução do analfabetismo e muitos outros ganhos associados ao processo de transformação estrutural e urbanização. Mas essa melhoria de longo-prazo esconde um fenômeno já descrito por diversos economistas como Armando Castelar, Fernando Veloso, Pedro Cavalcanti Ferreira e Regis Bonelli: a estagnação da produtividade brasileira a partir dos anos 1980. Conforme apontou o economista Pedro Cavalcanti Ferreira em seu artigo com Renato Fragelli "O Brasil que não deu certo", em 1980 a estagnação não era um destino inescapável, foi o resultado de políticas equivocadas.

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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