Coluna

A plastificação do mundo, por dentro e por fora de nós

    Parecia mágica. O que não ocorreu a ninguém é que indestrutibilidade não é um atributo assim tão desejável, se você for pensar bem nas consequências.

    A notícia, dada um século e meio atrás, era tão boa que parecia um sonho realizado: a descoberta de um material quase mágico, infinitamente moldável, indestrutível. Ele foi apresentado ao mundo em 1862, na Grande Exibição Internacional de Londres, com o nome de Parkesine, e faturou uma medalha de bronze no evento. Era celebrado inclusive por amantes da natureza, até porque podia ser misturado a pigmento e usado na fabricação das teclas brancas dos pianos, em substituição a dentes arrancados de elefantes abatidos. O Parkesine foi o primeiro plástico feito pelo homem, a partir da queima da celulose das plantas.

    Denis R. Burgierman é jornalista e escreveu livros como “O Fim da Guerra”, sobre políticas de drogas, e “Piratas no Fim do Mundo”, sobre a caça às baleias na Antártica. É roteirista do “Greg News”, foi diretor de redação de revistas como “Superinteressante” e “Vida Simples”, e comandou a curadoria do TEDxAmazônia, em 2010.

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