Coluna

A descriminalização do aborto deve ser pensada como política pública, não discussão religiosa

    Enquanto temos essas discussões, algo em torno de 240 mil admissões hospitalares acontecem anualmente no SUS como consequência de complicações advindas de abortos, gerando custos estimados na ordem de R$ 45 milhões, além, é claro, de um grande número de mortes

    A audiência no Supremo sobre a descriminalização do aborto gera discussões apaixonadas. De um lado “defensores da vida” acusando mulheres que praticam o aborto e seus defensores de assassinas e assassinos. Do outro lado, mulheres que pedem liberdade de escolha e autonomia sobre seus corpos. Esse é um tema que gera um enorme espaço para discussões éticas, religiosas e filosóficas.

    Claudio Ferraz é professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Canadá, e do Departamento de Economia da PUC-Rio. Ele é diretor científico do JPAL (Poverty Action Lab) para a América Latina. É formado em economia pela Universidade da Costa Rica, tem mestrado pela Universidade de Boston, doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e foi professor visitante na Universidade de Stanford e no MIT.

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