Coluna

Que renovação política?

    A geração de políticos que estão rompendo com o status quo, espalhada por diversos países, parece que não tem uma agenda propriamente convergente, mas diria que tem quatro grandes semelhanças

    A política do mundo todo sofre de mal-estar, inclusive a brasileira. Os intermitentes escândalos de corrupção potencializam a rejeição à política. Mas esse fenômeno está longe de ser uma jabuticaba. A renovação na política é uma bandeira globalizada, que deverá ser hasteada aqui também.

    Do Brexit no Reino Unido, passando pela eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e Emmanuel Macron na França, ou pela vitória dos prefeitos populistas como em Roma Virginia Raggi do Movimento Cinco Estrelas ou em Belo Horizonte – Alexandre Kalil, cujo slogan da campanha era “chega de político” , as urnas estão mostrando que a forma velha de se fazer política ficou pra trás.

    Menos claro é o que significa esse dito novo. Mais incerto ainda é como implementá-lo – e se os seus porta-vozes serão capazes de tal. A geração de políticos que estão rompendo com o status quo, espalhada por diversos países, parece que não tem uma agenda propriamente convergente, mas diria que tem quatro grandes semelhanças.

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    Humberto Laudares é especialista em políticas públicas e desenvolvimento. É Ph.D em Economia pelo Graduate Institute, em Genebra (Suíça), e mestre pela Universidade Columbia (Estados Unidos). Fez Ciências Sociais na USP e Administração na FGV de São Paulo. Trabalhou com políticas públicas em governos, no parlamento e em organismos internacionais. Para acompanhar sua página no Facebook: www.facebook.com/laudares

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